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Algar Telecom avalia criar unidade interna para consolidação de PPPs

De olho nas tendências de consolidação do mercado de provedores de pequeno porte (PPPs), a Algar Telecom assume um posicionamento não só de operadora, mas também de investidora. A companhia de Uberlândia (MG) está criando uma área interna apenas para lidar com a incorporação de players menores, funcionando como uma espécie de “aclimatização” para o modus operandis da tele. 

“Efetivamente, estamos olhando a questão da qualidade da rede. A ideia é comprar uma rede estruturada, com qualidade, regularizada ou no mínimo com toda a infraestrutura pronta para regularizar. A Algar está trabalhando nisso criando uma business unit para ser condutor do processo de processo após a aquisição para ver como a empresa se acomoda depois”, declarou o VP de tecnologia da operadora, Luís Andrade Lima, durante o Teletime TEC nesta segunda-feira, 22. 

O entendimento da Algar, segundo Lima, é que a empresa “precisará passar por um momento de consolidação”. Por isso, já desenvolve a estratégia de crescimento por meio de M&A, mas sem deixar de lado a expansão orgânica. 

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A utilização de redes neutras dependerá do desempenho e qualidade. “Se eu não for tão competitivo com a rede neutra, não faz sentido comprar de InfraCo própria ou de terceiro.” Também há a questão de compartilhamento de infraestrutura, com a perspectiva de racionalidade para melhor retorno sobre investimento (ROI). “A Algar também trabalha no conceito de infraestrutura as a service e InfraCo, mas é uma distribuição interna na estrutura justamente para poder aprender a trabalhar nesse conceito, para a gente ter mais foco no desenvolvimento.”

O time-to-market é importante, inclusive considerando a velocidade do processo de consolidação e de sobreposição das redes metálicas. A companhia ainda coloca que está se preparando para futuras tecnologias da fibra, como o XGS-PON. “Mas sempre de forma racional.”

Estratégia 5G

O planejamento para a faixa de 26 GHz obtida no leilão do 5G ainda está em estágios iniciais, afirma Lima, mas com o foco de ser complementar à rede de 3,5 GHz. “Em um primeiro olhar, vai ser efetivamente para a cobertura com hotspots, offload, possivelmente FWA, indústria 4.0, saúde, manufatura, controle de processos etc.” 

Até mesmo a falta de ecossistema conta como um fator no momento, uma vez que não há smartphones compatíveis com a frequência no mercado brasileiro. O executivo lembra que a Verizon está adotando a estratégia com ondas milimétricas também em complementaridade à faixa de 3,5 GHz. “A aplicabilidade é bastante direcionada, com foco específico para a cobertura em áreas de altíssimo tráfego. Com a indústria, pode-se chegar com 26 GHz com uma cobertura indoor.”

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