26 GHz: poucos regionais e apetite modesto das grandes teles

Fechando o leilão de 5G, a licitação da faixa de 26 GHz nesta sexta-feira, 5, resultou em seis empresas vencedoras: Vivo, Claro, TIM, Algar Telecom, Neko (ligada à Surf Telecom) e a operadora mineira Fly Link. No entanto, boa parte dos lotes não atraiu interessados.

Ao todo, foram realizados R$ 352,858 milhões em lances para aquisição das chamadas ondas milimétricas.

Dos dez blocos de 200 MHz com caráter nacional, quatro ficaram desertos. Entre os seis que foram arrematados, a maior investidora foi a Vivo, que adquiriu três lotes (G3, G4 e G5) por R$ 52,824 milhões cada (o preço mínimo), totalizando R$ 158,4 milhões por 600 MHz de banda. É metade do limite que poderia adquirir.

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Antes disso, a Claro já havia arrematado os lotes nacionais G1 e G2 após apresentar propostas um pouco maiores que a concorrente: R$ 52,825 milhões em cada um. Na soma, os 400 MHz representaram R$ 105,6 milhões. É um terço do limite de espectro.

Já a TIM adotou estratégia distinta, mirando lote nacional apenas na segunda rodada (quando as licenças passam a ser de dez anos, e não mais vinte) e lotes regionais. Ao todo, a operadora arrematou sete blocos após R$ 74 milhões em lances.

Somente um (o I6) é de abrangência nacional, pelo qual a TIM pagará R$ 27 milhões (ágio de 2,2%) pela exploração por dez anos. Além destes 200 MHz, a empresa terá 400 MHz em três regionais: São Paulo; Sul; e o bloco que agrega Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo (exceto a área de concessão da Algar).

Na região Sul, a TIM arrematou um bloco por R$ 8 milhões na primeira rodada e mais um em segunda por R$ 4 milhões. A mesma estratégia foi seguida no RJ/MG/ES: R$ 11 milhões pagos nos 200 MHz por vinte anos e R$ 6 milhões no de dez anos.

Já em São Paulo. a operadora arrematou um lote regional por R$ 12 milhões na primeira rodada e um regional por R$ 6 milhões na segunda. Neste caso, a TIM também enfrentou concorrência da Neko, empresa dos mesmos sócios da Surf Telecom.

Por um dos lotes regionais de São Paulo, a empresa ofereceu R$ 8,492 milhões e desbancou oferta da TIM. Pelos 200 MHz de 26 GHz no estado, a Neko acertou ágio de 49,9%.

Já a Algar adquiriu cinco dos seis lotes regionais disponíveis na sua área de concessão, que engloba 87 cidades em Minas, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás. Pela capacidade, a empresa fez lances de R$ 5,3 milhões, praticando ágio de 14% e 27% nos blocos onde concorreu sozinha e de 71% no lote que teve concorrência da Fly Link.

A operadora do Triângulo Mineiro, por sua vez, saiu com o último dos blocos regionais para a área de concessão referida. Pelos 200 MHz regionais, a Fly Link deve pagar R$ 900 mil.

Deserto

Mesmo com as entrantes Neko e Fly Link, chamou atenção a falta de interessados em lotes regionais. Os 26 GHz não atraiu nenhuma proposta nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, seja em primeira ou segunda rodada (quando os valores eram cortados pela metade, assim como o prazo de exploração).

Mesmo São Paulo (três blocos não leiloados entre seis), Sul (quatro vazios) e Rio, Minas e ES (mais quatro) tiveram considerável capacidade restante. Junto com os quatro blocos nacionais de 200 MHz que também não receberam propostas, o espectro pode ser disponibilizado em futuros leilões.

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