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Eutelsat prevê fusões no mercado de satélites para enfrentar Elon Musk e Jeff Bezos

CEO substituto da Eutelsat, Michel Azibert. Foto: Divulgação

Em vista da concorrência com grandes players novos visando constelações mais baixas (LEO), como Starlink e Amazon, a consolidação horizontal no mercado de satélites é algo provável e desejável para a Eutelsat. O CEO substituto da operadora, Michel Azibert, acredita que essa seria a saída para competir em termos de investimento com esses entrantes. “Mais do que nunca, o tamanho importa”, declarou ele durante o painel de abertura do Congresso Latinoamericano de Satélites nesta terça-feira, 31 – o evento online, organizado por TELETIME e Glasberg Comunicações, continua até a próxima quinta-feira, 2.

Azibert entende que, devido à escala necessária para construir as redes LEO e mesmo de média órbita (MEO), para ter a visibilidade e presença no mercado, com previsão de contratos de longo prazo, é preciso sustentar os investimentos. “Os novos entrantes são caras grandes, Elon Musk e Jeff Bezos têm capacidade de investir bilhões. Também temos que garantir que sejamos parte desta tendência, por isso algum nível de consolidação para o setor seria provável e lógico.”

O executivo justifica que a consolidação horizontal faz mais sentido para a Eutelsat por conta das sinergias em Opex e Capex. Conforme uma visão pragmática, diz, é necessário ter escala para investir vários bilhões de dólares nas constelações. No entanto, as fusões verticais são as mais comuns atualmente. “Somos mais tímidos em [consolidação] vertical, por que não queremos competir com clientes”, coloca Azibert, citando que não quer “passar por cima” de provedores de serviço. 

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Porém, isso não significa que a própria Eutelsat esteja à venda. O CEO substituto da companhia diz que não vê a companhia sendo comprada pelos novos grandes players, como a Amazon. “Não acho que ele iria nos comprar ou comprar pequenos operadores, não acredito ser a forma de pensar deles”, coloca. 

Parcerias

A parceria com as teles, por outro lado, é um fluxo de receita que tem grande potencial. “Estamos muito felizes com a parceria com as telcos. Não competimos com eles, e já assinamos contratos e vendemos todas as capacidades TS e HTS pelos próximos 10 anos. Fizemos isso com a Telecom Italia e continuaremos dessa forma, achamos que tem um grande ganho para isso”, destaca Michel Azibert. 

O executivo coloca ainda como outro fator o crescimento da disponibilidade de satélites de alta capacidade (HTS), como o da banda Ka no Eutelsat 65 W que cobre o Brasil e é utilizado pela HughesNet. E que o investimento na constelação LEO da OneWeb (em conjunto com o governo do Reino Unido e a Barti) prevê em breve o lançamento de cobertura em determinadas áreas polares e a possibilidade de oferecer backhaul para serviços móveis em 4G e 5G. 

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