Viasat não teme constelações LEO no Brasil ou competidores de fibra óptica

Com pouco mais de um ano de atuação no mercado residencial de banda larga via satélite brasileiro, a Viasat não teme a competição de eventuais entrantes com constelações de baixa órbita (LEO) ou mesmo concorrentes que oferecem o serviço por meio de fibra óptica.

Participando do primeiro dia do Congresso Latinoamericano de Satélites (organizado por TELETIME e Glasberg Comunicações a partir desta nesta terça-feira, 31), o diretor de operações de clientes da empresa, Rafael Vaz, afirmou que a Viasat está bem posicionada para o cenário mais acirrado de competição previsto para os próximos anos.

"A chegada de novos operadores é boa para o cenário competitivo, mas vemos algumas questões que precisam ser direcionadas [pelos entrantes], como o custo do serviço para o assinante final e quais os mercados serão atendidos. É uma competição e estamos bem posicionados", afirmou Vaz, ao ser questionado sobre a disputa com players como a Starlink (da SpaceX) e a OneWeb.

Ao mesmo tempo, a expansão de competidores nacionais de fibra óptica também não é encarada como um grande risco. "Não vemos a fibra chegando em velocidade tão rápida e com retorno dos investimentos parando em pé. Ainda tem muito espaço para crescer a Internet via satélite", completou o diretor da Viasat.

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Hoje, a operadora já soma clientes em 1.685 municípios a partir de parceria para exploração do SGDC da Telebras, com cobertura nacional. Segundo Vaz, 74% dos consumidores da empresa vivem em áreas rurais. Já a cidade com maior quantidade de usuários seria justamente Oiapoque (AP), no extremo Norte do País.

O foco em áreas com déficit de atendimento estaria dando resultados: segundo Vaz, o número de clientes da Viasat triplicou em 2021, inclusive a partir de parceiros estratégicos (como Sky, RuralWeb e Visiontec). Como reflexo, o time da operadora satelital no Brasil dobrou de tamanho.

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