Santanna atribui sua demissão a ajuste no PNBL

"Eu não sabia que um dos ajustes na Telebrás era a minha demissão". Com essa frase, Rogério Santanna anunciou à imprensa, na saída de uma rápida reunião com o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), a sua despedida da Estatal. Santanna assumiu o projeto depois de um decreto do presidente Lula revitalizando a Estatal, em 12 de maio de 2010.
Hoje, no entanto, logo após ser informado do seu afastamento por Paulo Bernardo, Santanna manifestou sua satisfação com os avanços que obteve em um ano. E mesmo reclamando das dificuldades da falta de dinheiro e de pessoal, disse que conseguiu estruturar a Telebrás para levar o projeto adiante. "Devo ter provocado alguma insatisfação em pessoas que enxergam no PNBL um projeto não satisfatório", afirmou, sem querer, no entanto, vincular isso diretamente às concessionárias de telefonia.
Santanna disse que a falta de dinheiro impediu maior avanço. Lembrou que lhe foram prometidos em 2010 R$ 600 milhões de orçamento e mais R$ 400 milhões para 2011. "Foi tudo reduzido à metade: foram cortados R$ 316 milhões do ano passado e o deste ano virou R$ 226 milhões, dos quais apenas R$ 50 milhões foram descontingenciados", lamentou. Ele se diz otimista com a liberação dos recursos a partir de junho, depois que já estiver afastado da empresa.

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Santanna revelou mágoa com a forma com que foi avisado da saída: ficou sabendo da demissão no sábado, pelo jornal O Globo. Ao mesmo tempo viu nisso a oportunidade de não ser surpreendido com o aviso de sua troca. "Cargo de presidente é de confiança, pode ser retirado a qualquer momento", resignou-se, dizendo que vai cumprir sua quarentena (de quatro meses), mas aberto a propostas de trabalho. Ele afirmou que sempre defendeu a criação de uma rede neutra, independente, que gerasse concorrência e promovesse a redução de preços ao consumidor. Ele repudiou a ideia de que defendia a atuação da Telebrás no varejo. "Espero que o meu sucessor seja bem sucedido".

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