TIM credita crescimento no Rio à expansão de pontos de venda em comunidades carentes

Não é apenas o poder público, através das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e de projetos sociais, que está entrando finalmente nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. Ciente do crescimento econômico das classes C, D e E, a TIM desenhou, em meados do ano passado, uma estratégia para se relacionar melhor com esse público, instalando pontos de venda (PDVs) dentro das favelas do Grande Rio de Janeiro. O plano, que começou a ser posto em prática em agosto de 2011, soma agora 1.140 PDVs distribuídos por 169 comunidades carentes da região. Os primeiros frutos estão sendo colhidos: a quantidade de adições líquidas da TIM entre janeiro e abril de 2011 no DDD 21 quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, saltando de 130 mil para 255 mil. O diretor de marketing consumer da operadora para os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, Fernando Mota, credita a maior parte desse crescimento à estratégia de estreitamento do relacionamento com as comunidades carentes. O executivo planeja ao longo do ano levar o mesmo projeto para outros estados.
Os PDVs nas favelas são controlados por pessoal local. Geralmente ficam instalados em pequenos estabelecimentos comerciais, como padarias, lotéricas ou assistências técnicas de telefones móveis. Mas há também vendedores autônomos e camelôs. Eles vendem chips pré-pagos ao preço de R$ 10 cada e recargas. Cada PDV fica com aproximadamente 30% da receita de venda dos chips. Os PDVs se relacionam com um distribuidor local. A TIM precisou treinar seus antigos distribuidores para entrar nas comunidades ou, em alguns casos, incentivar o surgimento de novos distribuidores, como aconteceu no Complexo do Alemão.
Nesse projeto, a TIM teve que realizar adaptações à sua comunicação. "Usamos rádios locais, que são muito fortes. Chegamos ao ponto de customizar a comunicação" comenta Mota. Ele lembra que até o funk foi aproveitado como música de fundo em alguns anúncios. Na Rocinha, uma das maiores favelas do Rio de Janeiro, a TIM é anunciante do canal de TV local, a TV Roc, por exemplo. Como parte desse esforço de comunicação da marca, a empresa tem patrocinado também alguns eventos culturais nessas áreas.
Internet móvel
Segundo Mota, os novos pacotes de serviços da TIM para pré-pago estão sendo bem recebidos pelas classes C, D e E. É o caso do Infinity Web, que oferece acesso à Internet ilimitado por R$ 0,50 ao dia. "A LAN House mais barata que mapeamos nessas comunidades cobra R$ 1,50 por hora de acesso", compara. Ele cita também o uso de chamadas de longa de distância por R$ 0,25 cada dentro da rede da TIM. "Muita gente que vive nessas comunidades tem parentes no Nordeste, onde a base da TIM é grande", relata.

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