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Internet de 1 Gbps deve ser lançada pela Oi no começo de 2021

José Cláudio Moreira Gonçalves (o Naval), VP de operações e tecnologia da Oi

Já em testes no Rio de Janeiro, a velocidade de 1 Gbps na fibra da Oi deve estar disponível comercialmente no começo do ano que vem. A tecnologia ainda não tem precificação, mas faz parte da estratégia agressiva da operadora na oferta de banda larga em FTTH. 

“A rede já está dimensionada e preparada para 1 Gbps. Agora é só fazer os detalhes de preparação de técnicos em campo, de produto, alinhamento e testar tudo”, afirma o VP de operações e tecnologia da Oi, José Claudio Moreira Gonçalves (conhecido como Naval), em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 8. A tecnologia utilizada será a GPON, mas já há um trabalho para a atualização desse padrão para XGSPON. Com isso, a operadora espera poder oferecer a velocidade de gigabit para um número maior de clientes, além de já introduzir conexão de 10 Gbps. 

Segundo Naval, essa troca do GPON para o XGSPON permitirá ainda oferecer velocidades simétricas de download e upload. A banda atual do GPON permite entregar capacidades de 2,5 e 1,25 Gbps para down e uplink, respectivamente. Atualizando para a XGSPON, seria possível ter 10 Gbps tanto para descida quanto para subida. 

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A tecnologia de reuso de fibra é o que permite o rápido crescimento da Oi no mercado de fibra. No caso de clientes residenciais novos, considerando a célula de 400 clientes, é construída a rede de acesso. Para usuários corporativos, por outro lado, a empresa vai passar a utilizar o GPON. Até então, esses clientes eram conectados com fibra ponto a ponto. Agora, serão colocados em GPON, podendo expandir a mesma fibra para mais 63 clientes, incluindo também para o mercado residencial. 

“Todas as fibras para B2B serão convertidas em GPON e xGSPON, ampliando a capacidade. Para além de onde a gente já atende com cliente residencial, vamos fazer massificação de fibra para todo o cliente empresarial e corporativo”, destaca o diretor de engenharia da operadora, André Ituassu.

Neutralidade

A ideia é apregoar a utilização do que a Oi chama de quinta geração de rede de fibra, ou F5G. Segundo Ituassu, a empresa é “membro assíduo” de um grupo de padronização da tecnologia, com estudo de acesso dentro da residência até o backbone. “A simetria de upload é mais importante ainda para quem está fazendo home office e schooling, e a gente traz isso com F5G”, diz.

Neste sentido, a intenção da companhia é eventualmente possibilitar vender com modelo baseado em tipos de serviço, priorizando latência ou largura de banda. Perguntado se haveria conflito com o Marco Civil da Internet, Ituassu diz que há preocupação com o tema. “Estamos estudando todas as soluções possíveis para garantir que não seja nada que interfira no MCI. Quando oferecermos, estará resguardado [na legislação]. 

No dia 18 de dezembro a Aliança Conecta Brasil F4, presidida pelo ex-deputado Daniel Vilela, promoverá o primeiro evento brasileiro sobre a tecnologia F5G, com a presença do presidente da Oi, Rodrigo Abreu. A Aliança Conecta Brasil é um think tank dedicado a estudos e análises relacionadas à banda larga no Brasil. O evento é gratuito e mais informações estão disponíveis pelo site www.aliancaf4.com.br

Outras ofertas

A companhia Oi tem procurado investir em gaming, além de estudar a aplicação de roteadores WiFI6. Mas o diretor de engenharia da Oi afirma que, para além do FTTH, o projeto é levar a fibra cada vez mais próxima: primeiro até o cômodo (Fiber to the Room) e depois para a mesa (Fiber to the Desk). 

Atualmente, a companhia já está oferecendo desde a última Black Friday, no final de novembro, a velocidade de 500 Mbps. Em oferta promocional, a empresa migra automaticamente quem assina o plano de 400 Mbps para a nova velocidade por R$ 149/mês. No entanto, a Oi afirma que há intenção de manter ambas as ofertas.

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