Oi vai multiplicar valor, diz Rodrigo Abreu

CEO da Oi, Rodrigo Abreu

O foco na fibra é um dos pilares da nova estratégia da Oi, mas esse investimento não é de retorno rápido, embora se espere que seja prolongado. Com a venda de ativos permitindo uma visão mais dedicada ao negócio com maior potencial de geração de caixa, a expectativa do presidente da Oi, Rodrigo Abreu, é que a empresa multiplique seu valor em "algumas vezes".

Abreu coloca que haverá um equilíbrio após a venda dos ativos da Oi Móvel e da InfraCo (além da TV por assinatura, caso isso de fato aconteça). "Terá uma geração de caixa com EBITDA menor em cliente, mas maior em infraestrutura. A combinação dos dois resultados faz com que a empresa possa se multiplicar de valor algumas vezes", colocou ele durante live do site Genial Investimentos na semana passada. Mas ele reforça: "Não é uma recomendação de investimento, é visão de possibilidade de criação e geração de valor muito grande". 

Conforme o cronograma da estratégia do aditamento ao plano de recuperação judicial, a previsão é de que, a partir de 2022, a Oi entre em nova fase de geração de caixa. Ou seja, em dois anos, o executivo espera que "a companhia deixe de consumir muito caixa e passa a ser uma companhia que olha para geração de caixa operacional positiva, e ficando em 2023 bem razoável". 

Depois de mais dois anos, a empresa passará por um novo marco: o fim das concessões de telefonia fixa, o que permitirá uma nova alta da geração de caixa operacional. "Em 2025 a Oi deixa de ter necessidade de investimento [em infraestrutura legada]. A ideia é resolver muito antes de 2025, mas do ponto de vista de planejamento básico, deixaríamos de ter essa necessidade de investir nesse momento."

Retorno prolongado

Leva-se em consideração também o tempo pelo qual o investimento trará retornos: enquanto os ciclos de tecnologias móveis são, em média, de cinco anos, há um potencial maior na infraestrutura ótica. "A fibra supera de maneira muito mais barata o cobre, e terá ciclo de vida de investimento que será superior a 25 ou 30 anos", declarou. 

De acordo com o executivo, há ainda espaço para evolução tecnológica com os cabos óticos, com previsão de expansão geométrica da capacidade. "Hoje, os os maiores backbones nacionais são de 100 Gbps, e já estamos falando multiplicar essa capacidade por 20 ou 30. Nós já estamos pensando em fazer upgrade dos backbones para que sejam baseados em terabit", destacou.

Conforme explica Abreu, como a Oi já conta com um backbone próprio de mais de 400 km de fibra, esse tempo de retorno pode até ser reduzido para entre três a quatro anos nos projetos. "Obviamente que [isso ocorrerá] ao mesmo tempo que a transformação da própria empresa, com a saída da móvel, equilíbrio da fixa e crescimento da banda larga", diz. 

7 COMENTÁRIOS

  1. A Oi parece mesmo ter encontrado sua vocação. Desde a privatização do sistema telebras, a Oi herdou boa parte da infra e agora esta sabendo como aproveitar tudo isso implantando fibra no Brasil todo. É uma e.presa genuinamente brasileira. Errou no passado, mas esta tentando acertar com essa diretoria muito competente. Que todo brasileiro possa reconhecer a Oi. O Brasil precisa de empresas nacionais na vanguarda e não teles estrangeiras sugadoras dos nossos recursos. Torço pela Oi! Que ela consiga concluir seu plano e possa se tornar, se tudo ocorrer bem, a maior empresa de infra em fibra otica do Brasil! Poderemos voltar a ter orgulho do nosso país nesse segmento assim como a wege é orgulho no setor industrial.

    Avante Oi!!!

  2. A oi é uma piada … anos e anos sem investimento , tudo sucateado e a fibra vai no msm caminho .Mao de obra desvalorizada, explorada , não tem competência pra se manter no topo.

  3. Vai vender tudo e ficar somente com uma cadeira no setor de almoxarifado. Assim é a Oi, empresa sucateada e sem futuro. Pequenos provedores inclusive um do nordeste que já não está tão pequeno assim, vem cada vez mais se expandindo. e oferecendo novos serviços em novas cidades.

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