Operadoras disputam pela escolha de satélites na migração da banda C para a Ku

Foto: Pexels

Com o leilão do 5G, virá a necessidade de migração da banda C. Um ou mais satélites de banda Ku deverão ser escolhidos, com a formação da Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF), para receber os canais atuais. Naturalmente, trata-se de uma oportunidade de receita para as operadoras satelitais, que disputam pela preferência para que tenham a plataforma selecionada. Participantes do Congresso Latinoamericano de Satélites, evento organizado por TELETIME e Glasberg Comunicações, já mostraram suas propostas. 

A maior impactada com o movimento é a Embratel, uma vez que é a banda C do satélite Star One C2 que abriga os canais de TVRO atualmente. Por isso, é o que deixará de ser utilizado. No final de julho, o satélite que o substituirá, o Star One D2, foi colocado em órbita. Segundo o diretor executivo da companhia, Gustavo Silbert, o artefato está "funcionando perfeitamente", e a companhia quer continuar a ter essa participação relevante no mercado de vídeo brasileiro.

Silbert diz que as afiliadas das transmissoras têm se "reinventado" na TVRO. "No novo mercado da banda C, ainda tem canais buscando espaço, já que temos 20 milhões de parabólicas conectadas. Isso continua tendo a sua audiência, é uma parte de um grande grupo", declara. O executivo alega que a Star One é atualmente a maior provedora de vídeo do Brasil, e que pretende permanecer assim, além de também oferecer serviços em outros mercados latino-americanos, como o Chile. 

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A Eutelsat tem sugerido a própria oferta do que chama de banda C planejada (4,5-4,8 GHz) para que as empresas migrem os serviços profissionais. "Para essa faixa, o leilão não faz diferença, continuamos com os mesmos clientes. A gente viu uma procura maior desde janeiro do ano passado, quando teve a consulta do edital do 5G, principalmente muitas TVs do Brasil, afiliadas ou nacionais, ou mesmo internacionais", conta o diretor geral da operadora, Rodrigo Campos. 

A empresa ainda oferece o próprio satélite, o Eutelsat 65 WA, como destinação para a migração das TVROs da banda C para a Ku. Esse artefato, justifica Campos, compartilha a órbita de 65º Oeste com o Star One D2, o que deixaria a dupla teoricamente em vantagem nessa disputa pela migração. A capacidade em banda Ka do satélite da Eutelsat é totalmente contratada pela Hughes.

A Hispamar também pretende "entrar no jogo" pela disputa no processo de migração das parabólicas. "Estamos preparados com capacidade, temos infraestrutura espacial e terrestre que, no nosso entendimento, é o melhor do mercado. Temos dois satélites, com banda Ku, e queremos participar do jogo", declarou o chairman da empresa, Clóvis Baptista. 

Na quarta-feira, 1º, a Sky, por meio da companhia detentora de direitos de exploração de satélite, a GLA, declarou também ter interesse em abrigar os canais da TVRO em seu artefato de banda Ku. A empresa utiliza o Intelsat 32e (também conhecido como Sky Brasil1) na posição orbital 43º Oeste, e também aposta na escolha de mais de um satélite para a operação. 

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