Falhas na rede do Speedy ainda estão em investigação, diz Bedran

No segundo dia de vigência da medida cautelar que impediu a comercialização do Speedy pela Telefônica, a Anatel ainda não detalhou as falhas constatadas na rede da empresa para justificar a punição temporária. Nesta terça-feira, 23, o conselheiro da agência Antônio Bedran confirmou apenas que foram constatados "problemas na Telefônica" e que a decisão do órgão regulador baseou-se em análises técnicas feitas após as interrupções ocorridas em 2008 e no início deste ano.
"Ontem, ela (Anatel) emitiu aquela cautelar e ela o fez com base em informe técnico, na fiscalização que foi efetuada em três ou quatro momentos em que houve aquelas interrupções do serviço Speedy", afirmou Bedran. Ao ser questionado sobre o resultado desses estudos, o conselheiro disse que, em princípio, uma das primeiras falhas no serviço foi gerada por uma paralisação do roteador da empresa, mesma explicação apresentada na época pela própria Telefônica.
Bedran também lançou mão de outra explicação já dada pela Telefônica: a última falha no serviço teria sido provocada por problemas na rede de sinalização da empresa, segundo o conselheiro. As dúvidas com relação à integridade da rede da companhia e se há um gargalo no tráfego de dados que pode culminar em novas interrupções, no entanto, permanece. De acordo com Bedran, "isso ainda está sendo investigado pela fiscalização" e não há informações de que existe um problema sistêmico na infraestrutura da companhia.

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O processo da agência que investiga a última pane na empresa, que afetou a telefonia fixa, continua em andamento. Por ora, Bedran descartou a possibilidade de a Anatel tomar medida semelhante à usada no Speedy, impedindo a aquisição de novos clientes. "Até o momento, não há nada assim em discussão", afirmou. Até agora também não foi constatada pela Anatel a existência de uma correlação entre as panes do Speedy e a recente interrupção no STFC.

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