Facebook anuncia redução de qualidade de vídeo; Netflix expande medida

Foto: Pixabay

Além da Globo, o Facebook e o Netflix também se manifestaram em relação a medidas para reduzir o tráfego das redes das operadoras diante do aumento da demanda provocado pelas restrições de isolamento do coronavírus (covid-19). Especificamente, o Facebook comunicou nesta segunda-feira, 23, que irá reduzir a qualidade da imagem dos vídeos em suas plataformas na América Latina, incluindo o Brasil. 

Em comunicado, a companhia disse que a medida de "reduzir temporariamente a resolução em bits dos vídeos" abrange as redes sociais Facebook e Instagram "para ajudar a aliviar as redes neste período de alta demanda devido à pandemia do covid-19 [coronavírus]". Não há menção ao WhatsApp no comunicado.

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O Facebook diz que quer "garantir que as pessoas possam permanecer conectadas usando os aplicativos e os serviços" da empresa. Além disso, declarou que continuará "trabalhando com nossos parceiros para administrar qualquer limitação de transmissão de dados". 

Netflix

Por sua vez, a Netflix anunciou neste final de semana que vai expandir a medida de redução de qualidade de vídeo para outros países e provedores além da Europa. A empresa adotou uma forma de reduzir o tráfego em 25% ao reduzir o bitrate dos vídeos, começando na Itália e na Espanha, e depois espalhando para o resto da União Europeia e para o Reino Unido. 

Contudo, diferentemente do Facebook e da Globo, a companhia alega que isso não reduz a resolução dos vídeos. "Se você paga para ter ultra definição (UHD, ou 4K), alta definição (HD) ou definição padrão (SD), isso é o que você deveria continuar a receber", declara o vice-presidente de entrega de conteúdo da empresa, Ken Florence, em postagem no blog técnico. Segundo ele, apesar de poder se notar uma "queda muito sutil" na qualidade, a resolução fica intacta. 

No lado dos ISPs, a companhia declarou que tem parceiros na América Latina que pedem a redução do consumo de banda "o quanto antes", enquanto outros não fizeram tal solicitação. "Isso é compreensível, já que diferentes ISPs pelo mundo construíram suas redes de formas diferentes, e operam com diferentes restrições", diz, citando diferenças de redes em áreas densamente povoadas em comparação com regiões rurais. Ou seja: as operadoras trabalham com diferentes "folgas" de capacidade. 

Para lidar com isso, a Netflix já oferece a solução de rede de entrega de conteúdo (CDN) própria do Open Connect, e diz que por isso pode responder a cada empresa de forma diferente. "Vamos proporcionar alívio aos ISPs que estão lidando com grandes ordens governamentais de 'lugar de abrigo' ao prover a redução de 25% do tráfego que iniciamos na Europa. Para outras redes, vamos manter os procedimentos normais – até ou a menos que eles experimentem problemas próprios", afirma.

YouTube e Anatel

Procurado por este noticiário no início da manhã desta segunda-feira, o YouTube/Google ainda não retornou pedido de informações a respeito de possível medida semelhante no Brasil. Vale notar, contudo, que a empresa atendeu à demanda de redução de tráfego feita pela União Europeia.

A Anatel deixou aberta a possibilidade de negociar medidas semelhantes com provedores de conteúdo over-the-top, conforme antecipou este noticiário. A agência e as teles mencionaram a possibilidade de pedir isso às OTTs no compromisso público de garantia de prestação de serviços divulgado na semana passada. 

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