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Digital Colony e fundo do BTG Pactual fazem ofertas vinculantes pela InfraCo da Oi

Foto: Pixabay

Foi encerrado no final da tarde desta sexta-feira, 22, o prazo para a submissão de ofertas vinculantes para a compra de até 51% da InfraCo, a unidade de infraestrutura de fibra da Oi. A companhia pode anunciar ao mercado até o final do dia o recebimento dessas e eventuais outras propostas.

O TELETIME confirmou pelo menos duas propostas foram enviadas: a da Digital Colony (de forma direta, e não pela Highline) e a do Fundo de Investimentos em Participações (FIP) Economia Real, gerido pelo BTG Pactual. Nos dois casos, as ofertas propuseram obter 51% da InfraCo, que é o índice mínimo para que a unidade produtiva isolada possa garantir a neutralidade no atacado. Mas deve haver ágio em relação ao valor mínimo estabelecido pela Oi.

A Digital Colony é a companhia que está por trás da Highline no Brasil, mas a oferta pela InfraCo foi feita diretamente. A companhia norte-americana, que gerencia pelo mundo mais de US$ 20 bilhões em ativos e conta com mais US$ 4 bilhões no fundo dedicado, deixou claro de que não são aventureiros no mercado e têm cacife para bancar ofertas. “Nosso bolso está cheio“, afirmou a Principal da companhia norte-americana, Geneviève Maltais-Boisvert, em entrevista exclusiva ao TELETIME em setembro.

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No caso da proposta do BTG Pactual Economia Real, a validade é até o dia 4 de fevereiro. Ao contrário de rumores, o Canada Pension Plan (CPPIB) não está entre os co-investidores. O fundo tem como responsável pela gestão Renato Mazzolla, que é membro do comitê de sócios do banco. Segundo o escritório de investimentos Atlas Invest, o fundo terá prazo de sete anos, com os três primeiros anos de investimento e os quatro últimos para desinvestimentos, com estrutura máster “em torno de R$ 2 bilhões”. 

A plataforma Economia Real é focada em setores considerados resilientes, com baixa volatilidade e fluxo de caixa previsível, como infraestrutura, telecomunicações, energia, saúde e educação. “O objetivo do produto é de adquirir companhias, profissionalizar a gestão, e vender de maneira rápida para os players concorrentes, com um ganho de capital relevante.”

Cronograma

Com esta etapa, começa agora o processo de negociação privado em que as condições de cada proposta são avaliadas e discutidas para que então possa ser dada a vantagem de “stalking horse” a alguma das propostas na hora do leilão judicial. O recebimento das ofertas é feito pela consultoria financeira Lazard.

Na semana passada, a CFO da Oi, Camille Faria, afirmou que espera anunciar o stalking horse até o fim de março. A previsão de realização do leilão no âmbito da recuperação judicial está para o segundo trimestre de 2021.

Oferta

O valor mínimo da InfraCo é estimado em R$ 20 bilhões, ainda considerando que o capital a ser vendido é de 25,5% a 51% (ou seja, com controle acionário). 

Os interessados na InfraCo deverão assumir compromisso de pagar parcela secundária mínima de R$ 6,5 bilhões e de uma parcela primária de R$ 5 bilhões, “para garantir o pagamento do montante de R$ 2,426 bilhões de dívida” da empresa com as recuperandas e a execução do plano de investimentos configurado pela própria Oi. Isso será a contrapartida pelo recebimento de novas ações ordinárias da InfraCo, a preço unitário pago na alienação parcial, ajustado na forma prevista no aditamento.

O pagamento dessa parcela secundária poderá ser mediante cessão de recebíveis líquidos e certos para a Oi. A primária pode ser pela contribuição de ativos para a InfraCo e/ou cessão de recebíveis líquidos e certos. Neste caso, não haveria alteração dos valores mínimos da parcela secundária, nem do pagamento da dívida da unidade.

Expectativa vs. realidade

Inicialmente havia uma grande expectativa pela disputa na InfraCo, por ser um ativo relevante (400 mil km de fibra) e com grande liquidez no mercado para ativos em telecomunicações. Inicialmente, a Oi via mais de uma dezena de potenciais interessados. Mas o valor mínimo estabelecido pela InfraCo, somada à presença da própria Oi como acionista; um modelo de negócios já parcialmente estabelecido pelo portfólio com um determinado perfil de clientes; as necessidades de investimentos vinculadas; e os riscos regulatórios assustaram muitas empresas. Nas últimas semanas, muitos candidatos se debruçaram sobretudo sobre as necessidades de investimentos exigidas e sobre os riscos relacionados ao “custo regulatório” carregado pela Oi, por ser uma concessionária com pesadas obrigações e pelo emaranhado de regras relacionadas aos bens reversíveis, que podem respingar sobre os ativos da InfraCo. Tudo colocado na balança, sobraram os candidatos com bolsos mais recheados. (Colaborou Samuel Possebon)

3 COMENTÁRIOS

  1. Muito boa a matéria! Resumo, envolvidos, cronograma e expectativas x realidade. Vamos ver onde vai dar OIBR3/4. [Tinha que ser escrita por alguém do meu “país”: Pernambuco! :p :D]

  2. com o dinheiro que o c6 está “rou ban do” dos aposentados, enfiando empréstimo nos coitados sem eles pedirem, fica fácil, aliás está uma briga com o procon-sp para os picaretas do pactual devolverem o dinheiro roubado dos velhinhos
    mas vindo dos amiguinhos do ladrão de fundos de pensão da cx e do bb paulo guedes não é de se estranhar

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