Pequenos provedores apoiam programa de conectividade para UBS

Foto: pixabay.com

Em comunicado conjunto publicado nesta quinta-feira, 16, entidades que representam as prestadoras de pequeno porte (PPPs) se alinharam para "apoiar de forma mais efetiva o governo federal e a sociedade no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus" na chamada para conectar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Para tanto, afirmam estar tomando iniciativas conjuntas ou de forma isolada para garantir o acesso à banda larga às 16,2 mil UBSs no edital da da Rede Nacional de Pesquisa (RNP) em parceria com os Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O chamamento da RNP para conectar as UBS foi iniciado no último dia 8, primeiramente para a região Sudeste, e se encerrou na última terça-feira, 14, contemplando também as demais regiões do País. O resultado parcial disponível atualmente no site da entidade, entretanto, mostra uma demanda maior de acordo com as regiões. Por enquanto apenas diz respeito aos blocos 1 (Sudeste, com 918 propostas selecionadas) e 2 (Centro Oeste e Sul, com 282 propostas selecionadas), e inclui também a entrada de grandes operadoras, como a Claro e a Vivo, que detêm a maioria das propostas de conexão com fibra. Apesar de alguns pequenos provedores terem proposto acesso em rádio com espectro licenciado (a segunda tecnologia em prioridade), nenhum dos dois blocos teve empresas com acesso via satélite. As empresas precisam ativar todas as conexões até o dia 30 de abril. 

As PPPs destacam que, por conta desse programa, as UBSs poderão acessar sistemas e recursos de compartilhamento nacional de dados, como o Registro Eletrônico de Saúde, o Cartão Nacional de Saúde e a Telessaúde. "Esse simples ato aumentará a eficiência das UBS no monitoramento do número de casos da COVID-19, além de permitir que os profissionais da saúde possam se comunicar com especialistas em qualquer outro ponto no mundo", declaram as entidades.

Medidas

Além de entrar no chamamento da RNP com o governo, os pequenos provedores também ressaltam campanhas de conscientização da população sobre o coronavírus, seguindo recomendações do Ministério da Saúde. Isso, dizem, inclui cuidados com funcionários de campo para instalação ou manutenção técnica. Além disso, afirmam que o corpo administrativo estaria trabalhando em home office, o que seria também o caso do atendimento aos clientes.

Apesar de ser assinado por diversas entidades – Abramulti, Abranet, Abrint, APIMS, APRIAM, APRONET, InterentSul, RedeTeleSul, Seinesba e Seinesp -, o posicionamento é bastante semelhante o que já fora divulgado pela Abranet há uma semana, destacando os esforços do setor para reter o quadro de funcionários e mostrando que a colaboração dos clientes é importante para manter o equilíbrio das operações. As entidades ressaltam ainda a importância das PPPs nas economias locais. 

Os pequenos provedores também ecoam o alerta da Abranet para o problema das notícias falsas (fake news) que circulam neste momento de pandemia. As empresas pedem para que usuários tenham cautela antes de compartilhar informações, bem como na hora de clicar em links hospedados em sites não oficiais. As entidades pedem atenção especial para o programa de cadastramento para recebimento do auxílio federal. 

"Em nome dos associados queremos afirmar que todos seguiram atuando com o firme propósito de garantir à população brasileira que a Internet continue funcionando durante a crise. As pequenas empresas seguirão empenhadas em ajudar o poder público na guerra contra o coronavírus, por todos os meios mencionados e pela manutenção do funcionamento da Internet para milhões de brasileiros", afirma o comunicado. 

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