Usuários 5G estão insatisfeitos com casos de uso, aponta estudo da Ericsson

Um estudo realizado pela Ericsson com usuários de serviços móveis 5G em todo o mundo apontou que a maior parte dos assinantes do novo padrão está insatisfeita com o leque de serviços e aplicações oferecido.

"Embora os usuários 5G pareçam estar satisfeitos com as velocidades de rede, 70% estão insatisfeitos com aplicativos e serviços inovadores oferecidos em bundle com os planos", afirmou o relatório, assinado pela divisão Ericsson Consumer & IndustryLab .

A fornecedora afirma que, em muitos mercados, as aplicações habilitadas a partir de pacotes 5G não se diferenciam das já oferecidas junto ao 4G. A empresa também vê usuários com propensão de pagarem 20% a 30% a mais por pacotes com novos serviços.

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Por isso, a própria Ericsson aponta possíveis casos de uso emergentes em diferentes estágios de evolução, como hot zones 5G, serviços automotivos de entretenimento, de nuvem instantânea, cloud gaming, TV 5G e ensino imersivo.

Promessas

A Coreia do Sul seria exemplo de mercado onde algumas experiências do gênero já são oferecidas. Por outro lado, o primeiro país do mundo a lançar os serviços 5G também tem mais clientes "muito satisfeitos" com o 4G do que com o novo padrão: 31% x 27%.

Para a Ericsson, a reação está relacionada com "promessas exageradas" realizadas pelas operadoras na fase de pré-lançamento. A performance consolidada dos planos 4G no país, a falta de planos mais acessíveis e falhas na cobertura indoor foram apontadas como demais razões.

A cobrança por melhor performance em ambientes fechados seria uma tendência global, prossegue o relatório. A pandemia de covid-19 seria o grande motivador, visto a maior quantidade de pessoas dentro de casa.

A Ericsson sugere que o desempenho indoor é relativamente mais importante do que a velocidade de pacotes 5G neste momento. Em paralelo, também aponta que 20% dos usuários diminuíram o tempo passado em redes WiFi.

Para subsidiar o relatório, pesquisas quantitativas e qualitativas foram conduzidas em 26 países ao fim de 2020. Na época, a Ericsson calculava 220 milhões de acessos 5G no mundo. A estimativa da empresa é que mais 300 milhões de assinantes ingressem no padrão ao longo de 2021.

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