PGMC gera redução de 10% no custo de interconexão da Algar Telecom

As novas regras de remuneração da VU-M (tarifa de uso da rede móvel) geraram uma redução de cerca de 10% no custo de interconexão da Algar Telecom. Desde o início do ano, a companhia já comercializa novos planos que repassam integralmente essa redução para a tarifa do usuário. "Repassamos isso integralmente para o nosso cliente", garante o presidente da companhia, Divino Sebastião de Souza.

A grande novidade é que a empresa agora tem tarifação por chamada inclusive para a rede das concorrentes. No pré-pago, a companhia pôde adotar a tarifação por chamada para outras redes, dentro da mesma área de tarifação ao preço de R$ 0,20 a chamada. Para as chamadas intrarrede, a tarifação flat já existia, por R$ 0,12 a chamada. O novo plano pré-pago entrou em vigor dia 2 de janeiro.

Para o pós-pago, o benefício foi introduzir a tarifação ilimitada para chamadas intrarrede para qualquer lugar do Brasil por R$ 0,20. As chamadas para as outras operadoras tiveram o valor do minuto reduzido – começam em de R$ 0,23 e vão até R$ 0,12 conforme o plano. Os novos planos pós-pagos entraram em vigor dia 4 de março.

De acordo com a coordenadora de produtos da Algar Telecom, Zaima Milazzo, os resultados superaram a expectativa da empresa. A executiva, entretanto, não revela dados mais precisos porque o balanço da companhia deve ser divulgado dentro de dez dias.

Os novos planos refletem a nova maneira de remuneração da VU-M. Com o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) a Anatel passou a utilizar a fórmula do bill and keep na proporção de 80/20 entre as empresas com Poder de Mercado Significativo (PMS) e sem PMS até 2015. Pela nova regra, a Algar Telecom precisa pagar a tarifa de interconexão para as empresas com PMS apenas quando ela originar mais de 80% do tráfego total entre elas. Essa proporção passa a ser de 60/40 até fevereiro de 2016 e, a partir daí, volta o full billing.

Roaming

O PGMC ainda resolve um outro problema das empresas que não têm rede nacional: o custo abusivo de roaming. Como não há nenhuma regra sobre esse mercado, as quatro grandes praticam preços com o objetivo de prejudicar a concorrência, diz a Algar. Segundo Divino, há empresas que cobram da empresa até R$ 20 por MB trafegado em suas redes, enquanto que para os seus próprios clientes em roaming esse custo é de R$ 0,50 a R$ 1.

Pelo PGMC, as empresas com poder de mercado significativo em roaming nacional (as quatro grandes) deverão homologar na Anatel ofertas de referência. O executivo diz que a regra, prevista para entrar em vigor em 180 dias, foi prorrogada no final de fevereiro por mais 30 dias a pedido das grandes.

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