Impacto de custos com torres da Oi Móvel será mitigado até 2024 na TIM, diz CFO

Camille Faria, CFO da TIM. Foto: Divulgação

O impacto no lucro no segundo trimestre causado por conta das despesas advindas com a incorporação de ativos da Oi Móvel não significa uma mudança na estratégia financeira da TIM para este ano. Durante teleconferência sobre os resultados no período nesta terça-feira, 2, a CFO da operadora, Camille Faria, confirmou que o plano de distribuir R$ 2 bilhões em dividendos aos acionistas neste ano continua de pé, e que os efeitos da aquisição poderão ser totalmente dirimidos até 2024.

"Confirmamos o guidance do mercado para os R$ 2 bilhões. Enquanto estamos ainda mitigando o aluguel das torres, temos meios de distribuir mais caixa, considerando que temos R$ 6,5 bilhões que podem ser distribuídos. Isso é facilmente gerenciado", declarou a executiva. 

A questão é que esse cenário considera os custos que a TIM ainda terá ao longo do ano, mas a expectativa da empresa é de reduzir os gastos com as 7 mil torres da Oi. O plano da operadora é de desligar 60% do total, além da venda das antenas, na oferta pública que já está disponível para o atacado. Faria diz que, tão logo acontecer a migração da rede, a tele começará imediatamente acelerar os desligamentos. 

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"Esperamos que em 2023 [o gerenciamento dos custos] seja muito melhor, mas que o efeito total seja em 2024, quando finalizarmos o trabalho. Assim, o impacto no lucro deste trimestre será totalmente dissipado em 2024, já sendo mitigado no ano que vem", detalha a executiva. 

Esse efeito na dívida líquida da companhia também acontece, mas, de acordo com a CFO, foi até menor do que o esperado. Ela lembra que, antes da incorporação dos ativos da Oi Móvel, a TIM antecipava um aumento de R$ 4,1 bilhões na dívida por conta das torres. Contudo, após a absorção no portfólio, esse impacto caiu para R$ 2,9 bilhões. E esse é o valor líquido, já considerando taxas. 

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