Projeto da Starlink com T-Mobile ainda é encarado com desconfiança

Foto: Pixabay

Em um evento tradicional como o Congresso Latinoamericano de Satélites, organizado por Glasberg Comunicações e TELETIME no Rio de Janeiro nesta quinta, 1º, e sexta, 2, não se poderia deixar de falar de uma das novidades do setor: o acordo da Starlink com a T-Mobile para cobrir áreas sem sinal de celular nos Estados Unidos. Sobretudo a questão de que a promessa é de utilizar a constelação de órbita baixa da empresa de Elon Musk para entregar conexão diretamente no celular, usando a faixa de 1.800 MHz do serviço móvel. 

Mas é possível que essa parceria sequer seja uma solução de banda larga de fato. "O acordo com a T-Mobile é de 1 a 2 Mbps, e eu acho até capaz de ser por célula, e não por usuário", diz Eduardo Bessa, general manager Brasil da Gilat. "Acho que vai acontecer mais no caráter de roaming e talvez IoT, mas ainda assim tenho dúvidas se será mais competitivo do que fazer 4G com 700 MHz." 

Átila Xavier, diretor de arquitetura, tecnologia e inovação da TIM diz que não duvida, uma vez que haveria grande evolução nos sistemas de antenas, mas ressalta: "Não vi isso funcionando. E são mil quilômetros em LEO. Ter um dispositivo móvel padrão, sem nenhuma alteração e se comunicando diretamente com um satélite é um grande desafio."

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Por sua vez, o gerente de negócios operadoras e soluções avançadas da Embratel, Cristiano Lopes Moreira, argumentou que pesquisas mostram "resultados bem positivos" para a tecnologia. "O roaming transparente é um desafio, mas o maior é o handover transitando entre diversas coberturas de satélite", diz, reforçando que não duvida que a técnica chegue a esse ponto.

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