TIM sofre impacto do coronavírus e mostra recuo da receita no segundo trimestre

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A receita líquida da TIM encerrou o segundo trimestre em R$ 3,987 bilhões, um recuo de 6,5% comparado ao mesmo período de 2019. No acumulado do ano, o total foi de R$ 8,202 bilhões, queda de 3%. Segundo a operadora no balanço financeiro divulgado nesta quarta-feira, 29, houve impacto pelos desdobramentos da pandemia do coronavírus durante todo o período.

A receita de serviços móveis caiu 3,4% no trimestre, totalizando R$ 3,671 bilhões. No acumulado do primeiro semestre, o recuo foi de 1,5%, total de R$ 7,515 bilhões. Mesmo assim, a TIM ressalta que a receita média por usuário (ARPU) foi de R$ 23,4, um avanço de 0,9%, "refletindo a continuidade dos esforços exitosos da companhia em monetizar sua base de clientes através [sic] das migrações para planos de maior valor".

Segundo a operadora, houve impacto do segmento pré-pago, que mostrou queda de 15% no volume de recargas. Desta forma, a receita do segmento caiu 10,7% no segundo trimestre. A empresa destaca que, apesar da redução nas recargas, houve uma melhora em relação a março (no início da pandemia), quando o patamar chegou a 20%.

Já a receita do pós-pago também mostrou queda de 1,1%. Segundo a tele, devido à suspensão temporária de aumento de preços e ao fechamento de canais físicos de venda, o que teria reduzido ritmo de contratação de novos planos e desacelerado migrações. A operadora já tinha, em meados de junho, aproximadamente 80% dos canais reabertos.

Por sua vez, os serviços fixos cresceram 10,8% no período de abril a junho, com R$ 255 milhões. Em seis meses, a receita do segmento foi de R$ 506 milhões, um avanço de 10,1%. A receita da TIM Live (braço de banda larga fixa residencial e para empresas) aumentou 29% no trimestre, totalizando R$ 148 milhões. Em seis meses, o crescimento foi quase o mesmo (29,1%), totalizando R$ 292 milhões.

Lucro

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) normalizado (com impactos positivo de R$ 2,6 bilhões no 1T20 e negativo de R$ 1,494 bilhão no 2T19, por exemplo) foi de R$ 1,979 bilhão, praticamente estável (0,9%) em relação ao segundo trimestre do ano anterior. No semestre, foi de R$ 3,905 bilhões, aumento de 4,03%. A margem EBITDA normalizada aumentou 3,6 pontos percentuais, ficando em 49,6% no segundo trimestre; enquanto no acumulado até junho foi de 47,6%, crescimento de 3,3 p.p. comparado à primeira metade de 2019.

O EBTIDA reportado, contudo, demonstrou uma queda de 42,7% no trimestre, total de R$ 1,979 bilhão. No semestre, a queda foi de 25,5%, total de R$ 3,903 bilhões.

O lucro líquido normalizado, por sua vez, caiu 23,9% no trimestre, ficando em R$ 260 milhões. Nos seis meses, a queda foid e 14%, total de R$ 425 milhões. 

Capex e dívida

A TIM investiu R$ 673 milhões entre abril e junho, 28,8% a menos do que em igual período do ano passado. De acordo com a empresa, a queda é explicada pela "reavaliação de projetos" durante o período de pandemia, quando se registrou distribuição de tráfego mais uniforme durante o dia e menos concentrado geograficamente. No acumulado do primeiro semestre de 2020, a operadora registrou R$ 1,577 bilhão em Capex, um recuo de 1,1%. Do total de investimentos, 87% foram destinados à infraestrutura de redes e projetos de TI. Somente a expansão da fibra até a residência (FTTH) recebeu aproximadamente 14% do total do Capex no trimestre.

Dessa forma, o fluxo de caixa operacional livre do trimestre foi positivo em R$ 1,586 bilhões, contra R$ 195 milhões em igual período de 2019. No comparativo semestral, houve um fluxo de caixa positivo de R$ 1,191 bilhão, contra negativo de R$ 129 milhões no ano passado.

Já a dívida bruta da TIM cresceu R$ 983 milhões em 12 meses, encerrando junho em um total de R$ 10,357 bilhões. A dívida líquida, no entanto, foi reduzida em R$ 1,186 bilhão e ficou em R$ 7,028 bilhões. A relação dívida líquida/EBITDA foi de 0,85x no trimestre.

Operacional

A TIM encerrou junho com 52,031 milhões de acessos de celular, queda de 5,3%. Desses, 30,713 milhões eram pré-pagos (redução de 8,7%) e 21,318 milhões eram pós-pagos, estável em relação ao ano anterior. A base de clientes 4G cresceu 6% e ficou em 38,632 milhões. Por sua vez, os clientes TIM Live somaram 606 mil, aumento de 19,6%.

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