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Redes neutras, um modelo de negócio inclusivo e sustentável

Pedro Arakawa, diretor da V.tal. Foto: Divulgação

São diversos os atributos que fazem da fibra óptica a tecnologia que representa uma ponte para o futuro. A começar pela capacidade de transporte de dados centenas de vezes superior às tecnologias legadas e aumento substancial na velocidade das conexões; oferecendo maior estabilidade e segurança na transmissão de informações e menor suscetibilidade a interferências físicas, como falhas de energia.

Todas estas características técnicas garantem uma melhor experiência dos clientes e das empresas no uso da Internet, que passou a ser um serviço essencial para trabalhar, estudar, se divertir e gerar negócios, tanto no caso do mercado B2B quanto no B2C, onde está a grande inclusão social que as fibras ópticas e o modelo de rede neutra oferecem. Mais empresas digitais podem surgir, principalmente longe das grandes cidades, gerando mais oportunidades, renda e acesso à informação.

Estes aspectos devem ficar ainda mais evidentes com a consolidação do mercado de redes neutras ou compartilhadas, que fazem do modelo o mais promissor e alinhado à agenda sustentável. A mesma infraestrutura de fibra óptica atende várias operadoras e provedores de Internet, evitando a sobreposição de investimentos e a própria sobreposição de cabos, reduzindo o risco de acidentes e contribuindo para diminuir a poluição visual nas cidades.

Além disso, estima-se que a fiber to the home (FTTH), que é a fibra até a casa, na tradução em português, seja 85% mais eficiente em termos de consumo de energia do que as redes baseadas em tecnologias tradicionais. Isto porque reduz a necessidade dos sistemas de refrigeração dos equipamentos e servidores aos quais as redes se conectam, a quantidade de repetidores de sinal ao longo das linhas e o número de centrais telefônicas das operadoras.

Em outra esfera, as redes neutras têm papel fundamental na viabilização do 5G, tecnologia que reduzirá o impacto ambiental de diversas indústrias, por meio de soluções digitais com uso de inteligência artificial, monitoramento de tráfego e gerenciamento de energia, entre outros.

Segundo o relatório da Qualcomm Technologies, “Sustentabilidade ambiental e uma economia mais verde: o papel transformador do 5G”, a implantação da nova tecnologia nos Estados Unidos deve gerar a criação de até 300 mil novos empregos verdes até 2030 e possibilitar a redução de 374 milhões de toneladas métricas de emissões de gases de efeito estufa, o que equivale a tirar 81 milhões de veículos de passageiros das estradas, naquele país, por um ano.

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A tecnologia de quinta geração de telefonia móvel demandará de cinco a dez vezes mais antenas das operadoras, sendo necessária uma robusta infraestrutura de fibra óptica para conectá-las. Com uma rede de fibra de aproximadamente 400 mil km e presença em todas as regiões do país, a V.tal terá uma atuação primordial para a implantação e o avanço do 5G.

Pela natureza do modelo de negócio, baseado na economia compartilhada, e pelas contribuições de impacto ambiental e social em múltiplos setores, as redes neutras de fibra óptica serão uma grande aliada para o desenvolvimento sustentável e vão abrir portas para uma verdadeira revolução no mercado de telecomunicações.

* Sobre o autor- Pedro Arakawa é administrador de empresas formado pela Fundação Instituto de Administração (FIA) e chief commercial officer (CCO) da V.tal. As opiniões expressas nesse artigo não necessariamente representam o ponto de vista de TELETIME.

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