TIM avalia spinoff de unidades de IoT e de publicidade móvel

A TIM considera fazer a separação industrial da unidade de Internet das Coisas, sobretudo no atendimento ao agronegócio. A ideia, que também poderia ser aplicada à unidade de publicidade móvel, é colocar criar empresas independentes e de inovação no mercado, que passariam a ter avaliação com múltiplo de receita, em vez de considerar o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) da operadora.

Segundo o presidente da TIM, Pietro Labriola, essa movimentação já está sendo feita. "A ideia com Camille [Faria nova CFO] é começar a construir internamente uma unidade de negócios para definir bem o perímetro da receita", declarou o executivo. Assim, será possível "destravar valor para gerar mais valor" aos acionistas. 

"Uma dessas áreas, junto com mobile advertising, é o IoT no agronegócio. Se colocar receita de R$ 40 milhões por ano [da unidade] na TIM, tanto faz. Se colocar 'para fora', à luz dessa nova empresa, será um futuro unicórnio", compara. 

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Essa é uma motivação naturalmente diferente do spinoff de infraestrutura da FiberCo, por exemplo. "Hoje, qualquer atividade que for fazer, como de IoT, será avaliado no mercado com múltiplo de EBITDA. Se fosse empresa separada teria avaliação diferente", diz Labriola.

No caso da publicidade móvel, o executivo coloca que as receitas seriam na casa de R$ 25 milhões. Juntando com envio de mensagens SMS, isso chegaria a algo entre R$ 240 a R$ 300 milhões. "Se coloco com múltiplo de receita, é muito maior do que com EBITDA", reforça. 

Estratégia

Em geral, a TIM está avaliando parcerias para a estratégia tanto de agronegócio quanto na fabricação e montagem de carros. O segmento corporativo (B2B) da empresa está conversando com clientes para considerar também oportunidade de "benefícios" com o 5G. 

"Estamos fazendo pilotos na fabricação de veículos. Claro que a frequência ainda não está disponível, mas, futuramente, para usar na fábrica e na logística", destaca o CRO da TIM, Alberto Griselli. A ideia é que se consiga colocar o 4G já para oportunizar a digitalização, e, em seguida, ir para a próxima geração. "Queremos aumentar a penetração no segmento corporativo em IoT em 4G porque permitirá fazer upselling em 5G", definiu Pietro Labriola. 

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