Claro utiliza faixa de 26 GHz para transmissão do Carnaval de São Paulo na Globo

Cinegrafista da Globo utilizando mochilink conectado à rede de 26 GHz da Claro. Foto: Divulgação

A Claro utilizou a faixa de 26 GHz para fornecer capacidade para transmissão da Globo no Carnaval de São Paulo. Em parceria com a fornecedora Ericsson, a operadora usou a rede 5G com as ondas milimétricas (mmWave, na expressão em inglês) na frequência obtida no leilão do ano passado para transmitir as imagens captadas na própria pista do Sambódromo do Anhembi por um cinegrafista da emissora equipado com mochila adaptada com módulo ("mochilink") para permitir maior mobilidade na avenida sem precisar de cabos.

Conforme explicou a operadora nesta terça-feira, 26, o equipamento utilizado permitiu o tráfego de dados de até 2,5 Gbps e com baixas latências. A empresa afirma ser a primeira na utilização das ondas milimétricas no Brasil. No comunicado, o CEO da tele, Paulo César Teixeira, diz que pretende "melhorar a experiência para as programadoras, além de aprimorar a forma como o telespectador se relaciona com as transmissões ao vivo". 

A rede da Claro em 26 GHz instalada no Sambódromo foi feita em colaboração com a Ericsson, que forneceu duas antenas: uma para a área de concentração, para ser utilizada pela Globo, e outra no camarote Confraria, para demonstração do 5G. No camarote, o espaço exclusivo da Claro permitia o teste do 5G para convidados fornecendo a conexão via WiFi, mas com uma CPE ligada à rede de ondas milimétricas.

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Além das duas parceiras, colaboraram ainda Casa Systems, Intelbras, Motorola e Qualcomm, que forneceram demonstrações com CPEs, pontos de acesso WiFi e smartphones compatíveis (Motorola Edge). Os telefones foram utilizados como modem para receber e transmitir por meio da rede móvel em mmWave as imagens capturadas. O aparelho utiliza o chipset Snapdragon 8 Gen 1, com modem RF Snapdragon X65. 

Obtida pela Claro (com capacidade de 400 MHz) no leilão do 5G, a faixa de 26 GHz não tem as mesmas restrições para início de operação da frequência mais tradicional de 3,5 GHz, que ainda precisa de autorização para lançamento com a limpeza da banda C. No entanto, as ondas milimétricas têm alcance mais limitado, o que exige maior densidade de antenas. Além disso, o ecossistema de dispositivos compatíveis ainda é limitado. A operadora já lançou comercialmente o 5G utilizando o espectro de 2,3 GHz.

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