Já com piloto, Highline estuda obter espectro 5G oferecendo infraestrutura para PPPs

Diretor de desenvolvimento de negócios da Highline Brasil, Luis Minoru Shibata

A participação de prestadoras de pequeno porte (PPPs) no leilão de 5G ainda levanta debates sobre qual o modelo e viabilidade dos modelos de negócio, mas o fundo de investimentos em infraestrutura Highline Brasil acredita que pode ajudar nessa equação. A companhia, subsidiária do fundo de investimentos Digital Colony no País, quer oferecer um modelo de infraestrutura como serviço (as a service), oferecendo não apenas o portfólio de torres que já detém, mas também até a possibilidade de ela própria adquirir espectro no certame da Anatel para atuar exclusivamente no atacado e operar uma rede neutra móvel. 

Um projeto piloto com uma PPP nesses moldes já está sendo realizado pela Highline, revelou o diretor de desenvolvimento de negócios da empresa, Luis Minoru Shibata, durante painel no primeiro dia do Fórum de Operadoras Inovadoras nesta segunda-feira, 22. O evento, que vai até a terça-feira, 23, é organizado por TELETIME e Mobile Time

"A gente já tem levantado com PPPs uma rede móvel exatamente nesse modelo. Fazemos todo o investimento de torre, plataformas, e eles pagam um valor fixo por site", declarou Shibata. O piloto já está ocorrendo com uma operadora regional que detém licença na faixa de 2,5 GHz para o 4G, mas o nome da empresa e a localidade não foram reveladas. 

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A companhia pretende oferecer um pacote mais completo de soluções para a operação móvel. Isso inclui o core de rede, a camada de OSS/BSS, a eletrônica, as antenas e a torre, dentre outros elementos. Eventualmente, adquirindo espectro também, se fizer sentido para a empresa e para os PPPs. "Se para eles fizer sentido, a Highline pode adquirir espectro, oferecendo tudo isso, mais o espectro, como serviço. Esta é a proposta de valor que fizemos."

Capital extensivo 

O argumento para oferecer esse modelo para os pequenos provedores é que a rede móvel tem uma operação totalmente diferente da fixa e demanda investimentos contínuos, sem necessariamente poder contar com novas receitas. "É um segmento de capital extensivo, e quanto mais se coloca [rede], mais vai exigir capital recorrente. Nem todo mundo consegue aguentar", declara Shibata. 

Além da infraestrutura física, a companhia pretende também oferecer economia de escala para a operação como um "modelo alternativo de ter custo compartilhado para possibilitar a participação no leilão". O executivo sugere que para o serviço de acesso fixo-móvel (FWA), talvez plataforma de billing menos flexível atualmente utilizadas na fibra possam ser adequadas. "Mas, a partir do momento que quiser oferecer mobilidade, roaming, modos como pré-pago, pós e híbrido, ou colocar SVAs e empacotar a oferta, vai exigir outra camada diferenciada de OSS/BSS. Essas plataformas vão exigir investimentos, que podem ficar pesados para pequenos regionais."

A Highline contabiliza sete aquisições somente em 2020 – entre elas, a unidade de torres da Oi Móvel, por R$ 1,076 bilhão; e a Phoenix Tower do Brasil, por valor não divulgado. Atualmente, a companhia tem 4.500 sites no Brasil, e "outros milhares em construção". 

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