BTG Pactual aponta avanço de práticas ESG nas operadoras de telecom

Tema em alta no mercado de capitais, a adoção de práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) tem crescido entre as operadoras de telecom brasileiras e pode atrair novos investidores para o setor, segundo avaliação do BTG Pactual.

O banco mapeou iniciativas de sustentabilidade, diversidade e gestão entre as empresas listadas na B3 (Oi, TIM e Vivo). Ainda que tenha apontado aderência às práticas de ESG entre as operadoras, o entendimento do BTG é que o setor ainda está fora do radar do crescente mercado de investidores interessados na diretriz.

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Como apontado por TELETIME, a Vivo foi considerada pelo BTG como destaque no quesito ambiental, sobretudo por sucesso em iniciativas de eficiência energética e logística reversa. Já na vertente social, resultados distintos foram mapeados entre as prestadoras.

A TIM, por exemplo, é entre aquelas listadas em bolsa a empresa com maior proporção de funcionárias do gênero feminino (50%, contra 42% da Vivo e 38% da Oi). Por outro lado, também é dona da maior disparidade salarial, com homens ganhando 1,3x mais que as mulheres. Nas duas concorrentes, a disparidade de remuneração ficou em 1,1x.

No conselho de administração, a presença do gênero feminino foi mais uma vez maior na TIM: 30%, frente 25% da Vivo e 18% na Oi. Segundo o BTG Pactual, os números estão acima da média brasileira, visto que o País tem uma das piores representações globais do gênero em conselhos (11%).

A situação das teles foi distinta nas equipes sênior de administração. Apenas a Oi registrou presença de mulheres em cargos do perfil (20%), diferente de Vivo e TIM, que não contavam com executivas nos postos.

Conselho independente

Outro aspecto avaliado pelo BTG Pactual foi a proporção de membros independentes nos conselhos de administração das teles. A empresa destacou a Oi, ou a única com o colegiado inteiro neste perfil.

Na TIM, o percentual foi de 40% e na Vivo, de 67% (mas com a maior parte ligada à matriz Telefónica). Segundo o relatório, boas práticas recomendam 75% de membros independentes nos conselhos de administração. Ultrapassada pelas três empresas de telecom, a média brasileira é de 39%.

A presença da TIM no Novo Mercado desde 2011 também foi apontada como uma vantagem competitiva no campo da governança. A decisão da Vivo de seguir o mesmo caminho foi considerada outra boa notícia.

Raça

Outros pontos avaliados pelo BTG Pactual na análise sobre ESG foram taxas de rotatividade de pessoal (consideradas altas em telecom por conta dos call centers) e relacionamento com clientes. Neste caso, a avaliação do banco é que as empresas estão avançando, mas que ainda há muito trabalho a ser feito.

O relatório também buscou agregar informações sobre a raça dos colaboradores das teles, mas apenas a TIM tinha dados do gênero disponíveis. Em 2019, 63% do staff da operadora se declarava branco, 7% preto e 27%, mestiço.

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