Com julho próximo, teles vivem expectativa otimista por 3,5 GHz nas capitais

Com obrigação de ativar o serviço 5G nas capitais de estados a partir de julho, as operadoras de telecom vivem a expectativa pela liberação da faixa de 3,5 GHz pela radiodifusão dentro dos prazos previstos no edital.

"Esse ano começa o roll-out dos investimentos, e temos feito trabalho intenso para adaptar o terreno para que ele ocorra de maneira tranquila. Um ponto importante é preparar a faixa para ligar o 5G nas capitais até julho. É daqui a pouquinho, mas há questão física que precisa ser resolvida", afirmou o presidente executivo da Conexis, Marcos Ferrari, em referência às emissoras que devem deixar a banda C rumo à banda Ku.

A entidade, que representa as principais operadoras do País, destacou a importância da "segurança jurídico-regulatória" para o sucesso do processo. "Somos do setor privado e atuamos com decisões relevantes com base no que há de norma existente. O avanço da segurança jurídico-regulatório é importante para que haja roll-out tranquilo e conforme o momento previsto no bid do leilão do 5G, para que possamos ter retorno sobre o investimento e levar aos nossos acionistas".

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Os pontos foram colocados durante o primeiro dia do Seminário Políticas de (Tele)Comunicações, realizado pela TELETIME em parceria com o Centro de Políticas, Direito, Economia e Tecnologias das Comunicações (CCOM/UnB). Presentes no debate, representantes do governo e da radiodifusão foram otimistas quanto ao processo de deliberação do 3,5 GHz.

"Não tenho dúvida que é possível cumprir até julho", afirmou o presidente da Abert, Flávio Lara Resende. "O Ministério das Comunicações (MCom) tem sido bastante célere, e precisa haver convergência e vontade de todos para que se apresse [a liberação]". Resende ainda citou chamamento público para interessados já realizado entre radiodifusores.

Pelo lado do MCom, o secretário de radiodifusão Maximiliano Martinhão também foi positivo diante de definições na EAF e da futura sinalização (prevista para o começo de março) de qual satélite que receberá os canais que vão migrar da banda C para a banda Ku. "Estamos indo muito bem nesse processo. Os grupos do Gaispi estão avançando e acredito sim que é possível acelerar", afirmou Martinhão.

Já o conselheiro da Anatel, Moisés Moreira, que preside o grupo gestor responsável pelo processo de limpeza da faixa de 3,5 GHz, disse em sua participação, em outro painel, que existem mecanismos possíveis para um adiamento de prazo previstos no edital, mas ele espera que isso não seja necessário caso todas as partes consigam cumprir as suas tarefas a tempo.

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