Silver Spring chega ao Brasil e avalia produção local de módulos de comunicação

De olho no potencial do mercado de redes inteligentes de energia, ou smartgrids, no Brasil, a norte-americana Silver Spring abriu escritório em São Paulo. A empresa fornece uma plataforma de smart grid para concessionárias de energia que lhes permite adotar serviços avançados de medição e automatizar a distribuição de eletricidade, além de uma série de outras funcionalidades. "Estudamos o mercado brasileiro ao longo dos últimos 18 meses e chegamos à conclusão que há potencial para adoção de smart grid pelas grandes distribuidoras que atuam no País", afirma o gerente geral de novos negócios globais da Silver Spring, Carlos Ramón.
Como ponto de partida, a empresa anunciou parceria com a fabricante de medidores Nansen, sediada em Belo Horizonte, cujos modelos digitais virão com módulos de comunicação da Silver Spring embarcados. Além disso, Ramón revelou que a empresa avalia a possibilidade de no futuro produzir localmente os módulos de comunicação, hoje importados dos EUA e do México.
No momento a Silver Spring está apresentando o conceito por trás de sua solução às concessionárias de energia brasileiras. O executivo preferiu não fazer projeções de quando serão iniciados testes efetivos no País, nem uma estimativa de receita aqui.
RF Mesh
Na solução de smartgrid proposta pela Silver Spring, a comunicação entre os medidores e centrais instaladas nos postes é feita pela tecnologia RF Mesh, usando a freqüência de 900 MHz a 928 MHz, dedicada a uso industrial no Brasil. "É muito mais barato que usar GPRS", garante Ramón. Cada central atende até 10 mil medidores. Como é uma tecnologia "Mesh", se um medidor não consegue falar diretamente com a central, seu tráfego pode ser desviado para outro medidor próximo, que dá continuidade à comunicação. Da central para o back office da distribuidora, o transporte pode ser feito por rede Ethernet, quando disponível, ou por GPRS.
A Silver Spring embarca nos medidores digitais dois módulos de comunicação. Um serve para trafegar dados via RF Mesh com as centrais nos postes. E o outro usa a tecnologia ZigBee para se comunicar com produtos eletrônicos compatíveis instalados na casa dos consumidores.

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