Sem DTH, domicílios dependentes de parabólicas totalizam apenas 3,4%, mostram dados da EAD

O número referente a domicílios que dependem dos sinais de TV via parabólicas no Brasil inferidos a partir das pesquisas realizadas pela Empresa Administradora a Digitalização (EAD) durante o processo de desligamento da TV analógica (switch-off) é ainda menor do que o divulgado por este noticiário. O percentual correto é de 3,4% dos domicílios, contra os 8,5% originalmente colocados. A diferença se dá porque os dados que este noticiário analisou originalmente somavam aos lares com parabólicas aqueles que também tinham um sistema de DTH instalado.

Com base em números corrigidos, agora claramente segregados quanto à presença de DTH, é possível chegar ao percentual correto de 3,4%, ou 1,5 milhão de lares, lembrando que a EAD pesquisou a realidade da recepção dos sinais de TV em áreas que representam 64% dos domicílios e 62% da população. Extrapolando para todo o Brasil, se chegaria a um total de cerca de 2,34 milhões de lares dependentes exclusivamente de parabólica para assistir à TV, menos do que a PNAD do IBGE, que fala em 6,5 milhões. Mas é preciso lembrar que a pesquisa da EAD é feita respeitando os critérios sociodemográficos das cidades que compõem cada cluster de atuação, e não uma amostragem nacional. Em outras cidades a realidade é diferente e a tendência é que haja uma demanda maior por parabólicas, pela carência de cobertura da TV terrestre.

Somando todos os domicílios nas áreas que passaram pelo desligamento da TV analógica pesquisadas pela EAD, chega-se a um número de 15% de lares com parabólicas, inclusive os lares em áreas com cobertura terrestre. Confira aqui o arquivo com o resumo dos dados levantados por este noticiário, já com os dados claramente separados.

Impacto pequeno

Pelos dados da EAD, regiões importantes como o interior de São Paulo, interior do Rio de Janeiro, oeste do Paraná entre outras com números na casa de 10% dos domicílios dependentes exclusivamente da banda C.

Já grandes regiões metropolitanas, a radiodifusão tem situações menos críticas em relação à dependência dos sinais das parabólicas, como Rio de Janeiro (1%), São Paulo (2%), Belo Horizonte (1%), Porto Alegre (2%), Brasília (4%), Salvador (1%), Fortaleza (1%) e Recife (2%). Nenhuma capital supera os 7% (Palmas) de dependência exclusiva de parabólicas.

A matéria original com os dados da EAD, disponível aqui, foi alterada para corrigir os números e deixar claro que o levantamento inicial incluiu os domicílios híbridos com banda C e DTH.

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