"Estamos muito desapontados", diz CEO da NII sobre prejuízo de US$ 300 milhões

A NII Holdings, empresa que controla a Nextel no Brasil, no México e na Argentina, registrou prejuízo líquido de US$ 299,9 milhões no terceiro trimestre, resultado quase quatro vezes pior que aquele no mesmo período do ano passado, quando perdeu US$ 82,4 milhões. "Estamos muito desapontados. Os resultados não atenderam nossas expectativas. Isso não é aceitável para mim e nem para o nosso corpo de diretores. Enfrentamos desafios maiores do que imaginávamos no Brasil e no México e, portanto, não atingiremos as metas de 2013. Mas estou confiante de que vamos voltar a crescer em 2014", desabafou Steve Shindler, CEO da NII, durante teleconferência com analistas na manhã desta quinta-feira, 31.

O resultado da NII foi impactado principalmente pelo mercado mexicano. O desligamento da rede iDen da Nextel nos EUA provocou a migração de usuários da empresa no México para outras operadoras, porque há muito tráfego internacional com chamadas para parentes de imigrantes e a nova rede 3G não garantiu a qualidade esperada. Houve uma perda líquida de 284 mil assinantes no trimestre. Para tentar minimizar essa perda na base, houve redução de preços dos planos, o que diminuiu a receita. Em 12 meses, o ARPU (receita média mensal por usuário) mexicano caiu de US$ 39 para US$ 33. O faturamento trimestral, por sua vez, baixou de US$ 503,9 milhões para US$ 432,7 milhões no México, no mesmo intervalo.

Enquanto isso, no Brasil, a demora em implementar o 3G também atrapalhou os resultados. Competindo com uma rede 2G em boa parte do trimestre, a operadora foi obrigada a reduzir preços de planos, o que diminuiu o ARPU, que caiu de US$ 46 para US$ 35 em um ano. Entretanto, ao contrário do México, no Brasil a base de usuários registrou aumento líquido de 8,5 mil no trimestre. A variação no câmbio brasileiro, contudo, prejudicou a NII nesse trimestre, informou Shindler.

No total, a receita operacional da NII foi de US$ 1,05 bilhão no terceiro trimestre, montante 21% menor que no mesmo período de 2012. Os custos operacionais até caíram um pouco em 12 meses, baixando de US$ 1,35 bilhão para US$ 1,26 bilhão. Mas a queda na receita e o aumento de custos financeiros provocaram o prejuízo.

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