Nextel lançará 4G no Rio de Janeiro como parte de plano de recuperação para 2014

A Nextel terá uma rede de quarta geração (4G) a partir do ano que vem em algumas cidades brasileiras, começando pelo Rio de Janeiro. A rede 3G da operadora passará por um upgrade, cujo investimento é considerado baixo. A Nextel deve usar no 4G parte do espectro que tem hoje em 3G, na faixa de 2,1 GHz. Esse espectro tem a vantagem de permitir um alcance maior de sinal por cada torre do que aquele usado pelas concorrentes no Brasil (2,6 GHz) por se tratar de uma frequência mais baixa. Outra vantagem reside no fato de a faixa de 2,1 GHz ser adotada por algumas operadoras norte-americanas, o que facilitará o roaming internacional, assim como o uso no Brasil de aparelhos comprados lá fora.

A entrada no 4G faz parte do "Projeto Acelerar", um plano da companhia para voltar a crescer em 2014. O anúncio foi feito por Steve Shindler, CEO da NII Holdings, controladora da Nextel, em teleconferência com analistas nesta quinta-feira, 31. Também faz parte do plano a adição de smartphones icônicos ao portfólio da Nextel no Brasil e no México, começando com os modelos Moto X, da Motorola, e Samsung Galaxy S4. O HTC One, por sua vez, será vendido no México, mas dificilmente no Brasil, onde a HTC não atua desde o ano passado. Todos os aparelhos virão com o Prip embutido, aplicativo de comunicação instantânea da Nextel que permite ligações push to talk com a base de assinantes na tecnologia iDen.

Marketing

Ainda como parte do "Projeto Acelerar", a Nextel adiantou seus investimentos em redes 3G no Brasil e lançará na semana que vem uma grande campanha de marketing para anunciar a chegada comercial da tecnologia no Rio de Janeiro. A operadora promete uma campanha agressiva para conquistar clientes no Natal.

Por fim, o plano inclui a continuação de corte de custos. O CEO da NII espera que os efeitos comecem a ser percebidos no balanço financeiro da companhia a partir do ano que vem. O anúncio do "Projeto Acelerar" foi feito durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre, quando a companhia registrou prejuízo líquido de US$ 300 milhões e comunicou que não alcançaria as metas previstas para 2013.

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