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Receita líquida das PPPs no primeiro semestre foi de R$ 10,8 bi, diz TelComp

Dados da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviço de Telecomunicações Competitivas (TelComp) mostram que no primeiro semestre de 2021, a receita líquida das operadoras competitivas atingiu R$ 10,8 bilhões. A receita bruta de R$ 23,5 bilhões das operadoras competitivas correspondeu a 0,3% do PIB.

O levantamento foi feito pela consultoria Teleco e divulgado pela TelComp nesta terça-feira, 31. A previsão, aponta a consultoria, é que até o final do ano, a receita líquida deve superar os R$ 20 bilhões. Os dados são referentes a maio de 2021 e foram divulgados no Simpósio da TelComp 2021, que aconteceu em Brasília.

Para o presidente executivo da TelComp, Luiz Henrique Barbosa, “é incontestável o benefício proveniente de um mercado com maior competição. Atualmente, existem no Brasil cerca de 10 mil operadoras de pequeno porte que, com a saída da Oi do segmento de telefonia móvel no Brasil e a consequente migração de seus usuários para as grandes teles, surgem como a única aposta factível para resgate do nível de competição em telefonia móvel.”

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Banda larga fixa

Outro aspecto também apontado pelos números da TelComp mostra que as operadoras competitivas alcançam mais de 44% do market share do mercado de banda larga fixa. O índice representa um crescimento das operadoras competitivas, que em novembro de 2020 tinham 40,4%, de market share.

Em maio de 2021, o Brasil possuía 38,3 milhões de acessos banda larga fixa – 17,4 acessos por 100 habitantes ou 53 acessos por 100 domicílios. Os acessos ao serviço cresceram a uma taxa de 7,5% ao ano (CAGR), entre 2017 e 2020.

Segundo o estudo da Teleco, as operadoras competitivas apresentaram adições líquidas de 12,7 milhões de acessos entre 2017 e maio de 2021. As três outras grandes operadoras apresentaram redução de 1,1 milhão de contratos neste período.

A TelComp mostra que, enquanto as PPPs respondem por 44,4 % dos acessos banda larga fixa, as outras três grandes operadoras, individualmente, respondem por 25,5% (Claro), 16,6% (Vivo), e 13,5% (Oi). As competitivas possuíam 12,3 dos 19,7 milhões de acessos em fibra do Brasil, em maio de 2021.

O estudo apontou também que 73,2% dos acessos das operadoras competitivas são de velocidade superior a 34 Mbps e que atendem com um backhaul (redes de conexões que interligam o core da rede às subredes periféricas) de fibra a 92,3% dos municípios do país.

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