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MCTI e Embrapii investirão R$ 180 milhões em Open RAN, 5G e tecnologias imersivas

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) anunciaram o investimento de R$ 180 milhões em três instituições selecionadas para formar Centros de Competência no desenvolvimento de pesquisas em 5G e 6G, tecnologias imersivas aplicadas a mundos virtuais e Open RAN (Open Radio Access Networks).

As três organizações selecionadas são o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), em Campinas (SP); o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí (MG); e o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (CEIA-UFG), em Goiânia (GO).

Cada um dos três Centros de Competência receberá o investimento de R$ 60 milhões, oriundos do Programa Prioritário PPI IoT/Manufatura 4.0, que vão ser aplicados em um período de 42 meses em ações que combinam ampliação e fortalecimento de competência científica e tecnológica em pesquisa, desenvolvimento e inovação; formação e capacitação de recursos humanos; atração e criação de startups.

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Segundo o MCTI, esse modelo é inédito no país, e a previsão é que outros seis Centros de Competência sejam anunciados em todo o Brasil ainda este ano.

Para o presidente interino da Embrapii, Igor Nazareth, os Centros de Competência vão construir conhecimento e criar pontos de referência para as pesquisas em áreas de tecnologias de fronteira, cujo desenvolvimento é estruturante e estratégico para o posicionamento do país na economia mundial. “Queremos inserir de vez o Brasil dentro do mapa desse novo ecossistema de inovação e em posição de destaque para as pesquisas”, afirmou Nazareth.

A ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou que a iniciativa vem para apoiar o desenvolvimento de soluções tecnológicas que atendam, principalmente, as diferentes demandas da sociedade.

“A inovação se dá justamente no encontro do conhecimento com as necessidades da sociedade. A ideia é dominar o conhecimento e apresentar soluções para os mais diferentes desafios contemporâneos usando a nossa capacidade criativa. Queremos construir um caminho para que o Brasil se torne referência mundial não só na produção de conhecimento, mas no desenvolvimento de tecnologias, assegurando a autonomia e aproximando nosso país das economias mais avançadas”, pontuou a ministra, durante o anúncio do investimento.

O que fará cada Centro de Competência

1 – Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD)

A instituição vai atuar na temática de Open RAN, que tem como foco o desenvolvimento de tecnologias abertas para infraestrutura de redes de telecomunicações. Atualmente, as redes são dependentes de equipamentos produzidos por poucos fornecedores, que oferecem soluções proprietárias. Segundo o CPQD, o Open RAN permitirá que empresas se especializem no desenvolvimento de software e hardware abertos, possibilitando o surgimento de novas empresas no segmento e aumentando a oferta de equipamentos e soluções às operadoras de rede.

“A missão do CPQD é de sempre trazer resultados positivos para nosso país, apostando no desenvolvimento de recursos inovadores para o setor telecomunicações. Como Centro de Competência iremos repassar à indústria e a toda a sociedade o nosso aprendizado e os melhores resultados possíveis. É momento de apresentarmos soluções”, disse o presidente do CPQD, Sebastião Sahão Júnior.

Sobre o tema, pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) conduzida pelo Centro de Políticas, Direito, Economia e Tecnologias das Comunicações (CCOM), mostra que a arquitetura aberta e interoperável do Open RAN ainda não motiva atividade intensa no Brasil e se encontra “em compasso de espera”.

2 – Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel)

O instituto será o Centro de Competência da área de Tecnologia e Infraestruturas de Conectividade 5G e 6G. O Inatel trabalhará na continuidade do desenvolvimento de pesquisas do 5G, a fim de aperfeiçoar a qualidade da rede, e, em paralelo, no desenvolvimento de normas e padrões para a próxima geração de redes móveis, o 6G. O MCTI explica que nova tecnologia de rede poderá viabilizar a implementação de aplicações que exigem elevadas taxas de transferência e baixa latência, como transporte autônomos, cirurgias à distância, tecnologias vestíveis, entre outros.

“A iniciativa do MCTI e da Embrapii em criar os Centros de Competência poderá trazer transformações reais e extremamente positivas para nosso país. Há décadas o Inatel é parceiro do Governo Federal. Agora, com esse trabalho conjunto direto, chegaremos a resultados altamente favoráveis à sociedade brasileira”, explicou o coordenador do Centro de Competência do Inatel, Luciano Mendes.

3 – Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (CEIA-UFG)

O CEIA-UFG foi selecionado para o Centro de Competência de Tecnologias Imersivas Aplicadas a Mundos Virtuais. Nele serão realizadas pesquisas em tecnologias que visam simular o mundo físico por meio da realidade virtual, gerando um sentimento de imersão, estimulando os sentidos – visão, audição, tato, olfato, paladar – e criando sensações reais.

“Recebemos com muita alegria motivação e senso de responsabilidade em conduzir essa missão pelo país, para que possamos gerar competitividade, emprego e renda para todo o ecossistema de pesquisa e inovação na área de Inteligência Artificial aplicada a imersão em mundos virtuais”, afirmou a diretora-executiva do CEIA-UFG,  Telma Woerle Soares.

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