Nokia Siemens desiste de contrato para rede óptica da Telefônica

A discreta e recente decisão global da Nokia Siemens Networks (NSN) de suspender investimentos em desenvolvimento de GPON (gigabit passive optical network), ou FTTx, já se refletiu para a empresa no mercado brasileiro. A companhia renunciou ao contrato firmado com a Telefônica para provimento e implantação de redes ópticas. Fontes do mercado informaram que a Huawei já foi contratada para substituir a Nokia Siemens. Sabe-se que esta empresa já tem dois contratos de FTTx no Brasil, um em implantação e outro em processo, mas ainda não são públicos e por isto a empresa não comenta. A Telefônica, por sua vez, quer guardar o assunto para um anúncio estratégico, por causa de sua ampliação da rede de ultrabanda larga, considerada sigilosa até o lançamento, para que seus concorrentes não se adiantem nas novas localidades a serem cobertas. De acordo com a Telefônica, ainda continua o processo para a escolha do novo fornecedor.
O presidente da NSN para a América Latina, Armando Almeida, disse a este noticiário que a empresa já dispunha do produto GPON e seu único projeto era com a Telefônica. Estava pronta para fazer a entrega e implantação. Mas a NSN entendeu que não havia investimento do mercado suficientemente na tecnologia para pagar o custo de desenvolvimento. 'Não vemos crescimento de demanda suficiente para compensar a continuidade do desenvolvimento', argumentou Almeida. Em sua opinião, a tecnologia e o mercado ainda não estão maduros. Desta forma, a empresa preferiu cancelar o contrato que vencera para atender a Telefônica.
Não é o que pensa a chinesa Huawei, provedora da maior rede do mundo em FTTx, nos Emirados Árabes – para a ETI Salat (operadora de telefonia fixa e móvel), com contrato anunciado em 2007. A empresa investe na tecnologia desde 2006 e observadores consideram que já esteja madura, ao contrário da concorrente. Uma outra renúncia a um contrato na Europa também beneficiou a Huawei, que já conta com mais de 70 milhões de conexões em banda larga na China, onde surgiram desafios idênticos aos encontrados no mercado internacional.

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