Nova destinação da 2,5 GHz volta à consulta dia 3 de agosto

O anúncio feito pela Anatel nesta quinta-feira, 30, sobre o posicionamento do Conselho Diretor com relação ao uso da faixa de 2,5 GHz não foi uma decisão final. A agência resolveu colocar a nova proposta em consulta pública, já que a arquitetura da faixa aprovada hoje é drasticamente diferente da apresentada à sociedade no início deste ano. A nova consulta deverá ter início no dia 3 de agosto e receberá contribuições até 16 de setembro, totalizando 45 dias de exposição para a análise da sociedade.
Com isso, a Anatel inaugurou um novo período de debates sobre o 2,5 GHz, o que terá repercussão em outros assuntos da agência. Um deles é a retomada da homologação dos certificados de equipamentos que usem a tecnologia WiMAX. Continuam valendo as declarações dadas pelo presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg, de que o assunto só deve ser analisado após uma decisão final da agência. Assim, os fabricantes de equipamentos terão que aguardar mais alguns meses, no mínimo, para ver seus produtos certificados pela Anatel.
UIT

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Para tomar a decisão de hoje, o Conselho Diretor voltou a usar as diretrizes apontadas pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) como argumento para privilegiar os serviços móveis. Segundo o conselheiro Antônio Bedran, a Anatel seguiu a "filosofia" do órgão internacional e tendências de mercado constatadas a partir der projeções feitas pela própria agência. De acordo com as análises da Anatel, a telefonia móvel terá 228 milhões de clientes em 2015, contra apenas 1 milhão do serviço de MMDS. Em 2018, as projeções indicam que existirão 130 milhões de usuários de banda larga móvel no país e 150 milhões com serviços de voz móvel, além de 40 milhões de clientes da banda larga fixa. A Anatel não apresentou simulações para o MMDS em 2018.
"É importante ressaltar a padronização internacional que o Brasil está seguindo", declarou Maximiliano Martinhão, gerente geral de Certificação de Espectro da Anatel. "A definição da UIT tem vantagens para o consumidor porque traz ganhos de escala", complementou. Martinhão disse ainda que estudos têm demonstrado a preferência dos consumidores por aplicações móveis e que a Anatel constatou ao longo das últimas análises a necessidade de ampliar o espectro móvel no país.

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