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Em São Paulo, Oi quer aposta em fibra onde concorrência ainda só tem cabo ou cobre

Foto: Pixabay

A estratégia de expansão da Oi para chegar com fibra até a residência (FTTH) nos mercados residencial e corporativo de São Paulo já estava sendo ventilada internamente na empresa desde o começo de 2020, tomando forma ao final do mesmo ano. A infraestrutura para essa operação já havia sido adquirida pela companhia (com a rede da Pegasus e da Metrored), então fez sentido aproveitar o mercado mais atraente do Brasil para passar a atuar no varejo com oferta comercial de Internet fixa. O objetivo é atuar nos lugares aonde a fibra não chegou ainda. 

A concorrência com outros players não assusta o presidente da operadora, Rodrigo Abreu, durante teleconferência de resultados financeiros nesta segunda, 29. “Sabemos que ainda tem espaço para a penetração de fibra em São Paulo. Mesmo sendo mais competitivo, ainda tem legado grande de velocidade de conexão, com muitos usuários em cabo e VDSL [cobre]. Essa área é que é boa para a competição com a penetração da fibra”, destaca, exultando as qualidades da conexão ótica. 

Rodrigo Abreu considera que a inclusão do estado de São Paulo é um lado bom da estratégia, e que é necessário que “qualquer player de telecom” esteja atuando na região. E lembra que a concorrência em si é uma novidade para a Oi. O) executivo diz que “na grande maioria das outras cidades” a empresa já lida com competição. “Mesmo assim temos crescido [em fibra] mais do que todas as outras combinadas.”

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A Claro (Net) é a líder em acessos em São Paulo, com 52% de market share e um total de 4,470 milhões de contratos – a imensa maioria com a tecnologia de cabo coaxial. Já a Vivo é a operadora que herdou a concessão na área. Justamente por isso, ainda tem uma grande base em cobre, embora também tenha acelerado os planos de fibra, contando atualmente com 43,94% desse mercado com 3,776 milhões de acessos.

Sem legado

A infraestrutura existente em São Paulo é totalmente de fibra, o que significa que a Oi pode aproveitar uma abordagem mais focada apenas na banda larga ao não se oferecer como um serviço em substituição à rede de cobre da própria empresa. 

“Vemos que temos a possibilidade de entrar com um modelo que já se provou e que é mais direto, não depende de legado e com foco na experiência do cliente.” A capital é uma das áreas onde o acesso somente para Internet fixa, sem os combos com TV paga e telefonia, tem crescido mais em demanda, segundo Rodrigo Abreu. 

Assim, a empresa já chegará com ofertas existentes, e sem alteração na política agressiva de preços para o serviço. “Já lançamos planos de 400 Mbps e 500 Mbps. Podemos ir além disso, a infraestrutura é preparada. E vamos mudar toda a estrutura de TI, para ser um novo stack totalmente focado em experiência do consumidor; vamos lançar no meio do ano.” 

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