Virgin Orbit obtém licença e projeta lançamento em Alcântara a partir de 2023

Sistema LauncherOne da Virgin utiliza 747 para lançamentos

A Virgin Orbit recebeu uma licença da Agência Espacial Brasileira (AEB) para operar o sistema LauncherOne no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, anunciou a empresa do ramo espacial na última segunda-feira, 27.

Para tal, uma nova subsidiária (a Virgin Orbit Brasil, ou Vobra) foi aberta no País pela companhia sediada na Califórnia (Estados Unidos). A expectativa da Virgin Orbit é realizar lançamentos em Alcântara a partir de 2023.

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A concessão da licença segue seleção concluída pela AEB no ano passado. Com o LauncherOne, um avião 747 customizado é responsável pelo lançamento dos satélites, servindo como launch pad reutilizável e transportável.

Segundo a Virgin, a natureza do sistema permitiria lançamentos "sem a necessidade de qualquer outra construção além da base aérea brasileira". A dispensa de infraestrutura permanente importa porque a expansão das instalações do CLA é tema delicado, visto a presença de comunidades quilombolas na região.

"Nosso pequeno footprint e o exclusivo sistema LauncherOne nos permitem trabalhar com o País na realização de seu primeiro lançamento doméstico para a órbita da Terra, acessando uma série de inclinações orbitais a apenas dois graus ao sul do Equador e sem a necessidade de nova infraestrutura permanente", apontou o CEO da Virgin Orbit, Dan Hart, em comunicado.

"A Virgin Orbit é uma excelente provedora de transporte espacial, muito adequada para lançamentos rápidos e dedicados de pequenos satélites", completou o presidente da AEB, Carlos Moura, em comunicado distribuído pela multinacional fundada pelo bilionário Richard Branson. O processo de operação no Brasil também passou pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Dada a proximidade de Alcântara da linha do Equador, a expectativa é que o centro se torne um dos únicos portos espaciais do mundo funcionalmente capaz de atingir qualquer inclinação orbital. A locação já recebeu lançamentos de foguetes suborbitais, mas ainda não foi utilizada para atingir a órbita terrestre.

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