Ainda há série de oportunidades para satélites GEO, afirma ABS

Amit Somani, CEO da ABS. Foto: Rudy Trindade / Themapress

O mercado global de satélites geoestacionários (GEO) ainda conta com uma série de oportunidades comerciais a serem exploradas mesmo em momento de forte disrupção da indústria, entende o CEO da operadora ABS, Amit Somani.

O executivo participou do segundo dia do Congresso Latinoamericano de Satélites, promovido pela Glasberg Comunicações e TELETIME nesta quarta-feira, 27, no Rio de Janeiro. Considerada uma operadora de satélites relativamente pequena (com cinco artefatos em órbita), mas com atuação relevante em nichos, a ABS vê o Brasil como um dos grandes mercados com espaço para crescimento – ao lado de outros emergentes como Índia, Indonésia e Filipinas.

No caso brasileiro, entre as razões apontadas estão as obrigações de universalização de serviços de conectividade existentes para operadoras móveis – e que não seriam atendidas com ajuda de apenas um formato de satélites. Uma "abertura de mercado" recente da cadeia de telecom do País também foi citada pelo CEO global da ABS.

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A trilha para a órbita geoestacionária seguir relevante, contudo, passaria por alguns elementos – como a colaboração estreita com outros operadores GEO. Com tradicionais operadoras reduzindo investimentos no formato de olho em outras órbitas, a ABS entende que sua frota pode preencher eventuais lacunas deixadas, inclusive com a oferta de serviços gerenciados "white label" em aliança com operadoras maiores.

"Há muitas oportunidades fortes em aplicações", apontou Somani, nesta quarta-feira. Vale recordar que a ABS passou por mudanças por causa das alterações na dinâmica de preços e demanda do mercado de satélites, reestruturando seus débitos e sendo assumida por novos controladores recentemente.

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