Sucesso do USSD depende de liberação das teles e definição do modelo de negócios

A popularização da tecnologia USSD (Unstructured Supplementary Service Data) no Brasil ainda depende da superação de alguns obstáculos, entre os quais a liberação do uso desse canal de comunicação pelas operadoras móveis para terceiros, argumentou o vice-presidente de vendas globais da Spring Wireless, Julian Tonioli, durante palestra no Forum Mobile+, nesta terça-feira, 27, em São Paulo. "As operadoras têm feito alguns testes piloto com algumas aplicações em USSD, mas não houve ainda uma liberação massiva para o universo dos desenvolvedores", disse o executivo. Existe também a dúvida se as redes estariam preparadas para tal liberação. Outro obstáculo destacado por Tonioli é a falta de um padrão de modelo de negócios para a cobrança de serviços usando o USSD. Uma das possibilidades é tarifá-los como chamadas de voz.

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Pouca gente fora do setor de telecomunicações conhece a tecnologia USSD. Ela está presente em todos os celulares GSM e permite a comunicação bidirecional através de mensagens e menus que aparecem automaticamente na tela dos celulares. Por criar uma sessão em tempo real com a operadora, o USSD é mais rápido que o SMS e permite o desenvilvimento de aplicativos móveis mais completos do que a simples trocade mensagens de texto. Além disso, Tonioli lembra que o USSD é mais seguro que as mensagens de texto, por ser criptografado, e pode ser mais barato também. No seu entender, o uso desse canal de comunicação pode revolucionar processos em campo e serviços móveis em áreas com m-payment, automação de força de vendas e m-banking.

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