Para Sardenberg, crises como a do Speedy não voltarão a acontecer

O embaixador Ronaldo Sardenberg, presidente da Anatel, destacou nesta quarta, 26, a importância do processo de imposição da cautelar que impediu, ao longo de dois meses, a comercializaçao do serviço Speedy. A cautelar foi suspensa pela Anatel nesta quarta, após análise técnica sobre o cumprimento do plano antipane da empresa e decisão do conselho diretor. "Tenho a convicção de que não haverá novas crises como a do Speedy. Primeiro, porque criou-se uma consciência das empresas em relação à necessidade de cuidados na prestação do serviço. Depois, porque a Anatel também desenvolveu conhecimento para detectar antes os eventuais problemas". Sardenberg lembra que a cautelar foi dada depois da percepção de que os problemas na rede da Telefônica não eram pontuais, mas estruturais. "Antes disso, apurávamos os problemas individualmente". Ele explica que a decisão da Anatel de supender a cautelar tem algumas salvaguardas. "Vamos acompanhar por 180 dias a implementação do plano. A empresa tem a obrigação de informar os técnicos da Anatel sobre qualquer problema e os técnicos têm a obrigação de alertar o conselho", diz Sardenberg. A superintendência de serviços privados é que será responsável pelo acompanhamento. A decisão de suspender a cautelar não foi unânime. Plínio de Aguiar Júnior foi o voto vencido. Ele queria mecanismos de reativação da cautelar em caso de panes que atingissem um determinado número de usuários por um determinado intervalo de tempo. A Telefônica deve anunciar seus novos planos de venda da Speedy e fazer um balanço das medidas tomadas para assegurar a qualidade do serviço na próxima segunda, dia 31.

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