IMS ganha força com LTE, aponta 3GPP

Quando o IMS (IP Multimedia Subsystem) surgiu no mercado internacional, alguns anos atrás, era apresentado pelos fornecedores como uma grande revolução na arquitetura de rede das operadoras, pois permitiria o lançamento mais rápido de qualquer novo serviço. Apesar do esforço de marketing e vendas dos grandes fabricantes mundiais de infraestrutura de telecomunicações e dos inúmeros testes realizados mundo afora, a adesão ao IMS ficou aquém do esperado. Isso pode mudar agora, com a migração gradativa de redes móveis para o LTE (Long Term Evolution). "O IMS era muito complicado. Se os engenheiros tivessem feito uma versão simplificada teria sido mais adotado", afirmou Adrian Scrase, executivo do 3GPP presente nesta terça-feira, 27, no LTE Latin America 2010. Ele entende que o IMS foi lançado um pouco antes do tempo, mas que agora, com as redes LTE, as operadoras móveis não terão como fugir dele, pois até mesmo a voz será trafegada sobre sistemas IP. Em seminário realizado pela Revista TELETIME no início do mês, algumas das principais operadoras brasileiras, entre elas Oi, Claro e TIM, apontaram para o IMS como caminho natural na evolução de suas redes.
Scrase aproveitou sua palestra para desfazer alguns mitos em torno do LTE. Um deles é de que o novo padrão seria incompatível com o serviço de mensagens de texto (SMS). "LTE suporta SMS, sim. As operadoras pioneiras na adoção de LTE só não incluíram SMS sobre a nova rede porque não tinham interesse comercial em fazê-lo", explicou.
O 3GPP, entidade que ajuda na elaboração de padrões mundiais para tecnologias móveis, trabalha no momento na criação do release 10 do LTE, também conhecido como LTE Advanced, cuja conclusão é prevista para o fim deste ano. O release 10 permitirá velocidades de 100 Mbps de downlink em movimento e até 1 Gbps parado. As primeiras redes LTE instaladas no mundo utilizam o release 8.

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