Operários da Foxconn ameaçam paralisar produção do iPhone em Jundiaí

Operários da Unidade 2 da fábrica da Foxconn em Jundiaí, no interior de São Paulo, ameaçam entar em greve por tempo indeterminado caso a companhia não melhore as condições de trabalho. Eles devem se reunir com a diretoria da fabricante chinesa na manhã da próxima quinta-feira, 3 de maio, para iniciar as negociações.

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De acordo com o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Evandro Santos, a pauta de reivindicações é fundamentada em um melhor serviço de transporte até a empresa e na ampliação do refeitório. "Hoje, a Foxconn possui apenas 38 linhas de ônibus para transportar 2,5 mil empregados para a fábrica, que fica afastada da cidade, próxima à rodovia. Muitas pessoas viajam de pé, em veículos lotados", conta o diretor. Além disso, a alimentação fornecida é insuficiente para todos.

De acordo com Santos, o sindicato tem acompanhado de perto a Foxconn desde a instalação na região, o que resultou na implantação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), por exemplo, inexistente na inauguração. Apesar de algumas melhorias, ainda há atraso no cumprimento de condições básicas de trabalho. "Fomos tolerantes com os prazos até agora, mas o interesse partiu dos próprios funcionários, são muitas pessoas envolvidas", disse o sindicalista. Ele não sabe afirmar, no caso das atividades serem interrompidas, se a produção da Apple e de outros fabricantes será afetada. A nova planta, como é chamada a Unidade 2, é a responsável pela montagem do iPhone no Brasil e, futuramente, deve passar também a produzir o iPad.

Apesar de ser conhecida principalmente pela produção de aparelhos da Apple, a fabricante chinesa atende a diversas empresas de tecnologia, entre elas a Sony e a Dell. As fábricas na China são constantemente alvo de críticas por expedientes longos e condições precárias de trabalhado. Seu presidente, Terry Gou, chegou a comparar os milhares de operários a “animais”, referindo-se à dificuldade de controle e gestão. Alvo de auditoria da Apple, diversas irregularidades foram apontadas nas unidades asiáticas.

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