Escola Conectada e Fundação Lemann farão um mapa da Internet para educação

[Matéria atualizada em 26/08] Com o lançamento da iniciativa Instituto Escola Conectada, ONG idealizada pela Datora e que planeja levar Internet de alta velocidade a todas as escolas do Brasil por meio de parceria com provedores, foi anunciado também a intenção de um mapeamento da situação atual. Com a ajuda da Fundação Lemann, a organização planeja descobrir quanto seria necessário para levar a banda larga às instituições até 2025.

Para avaliar a dimensão do desafio, o cadastro do site Escola Conectada também vai ajudar a ONG a fazer um estudo para identificar o quanto de investimento e custos operacionais (Capex e Opex) são necessários para conectar todas as escolas em cinco estados: Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Esse levantamento será feito em parceria com a Fundação Lemann.

CEO da Datora e um dos fundadores do Instituto Escola Conectada, Tomas Fuchs diz que a expectativa é de que esse levantamento seja finalizado em até 30 dias. Mesmo com o apoio da Anatel, ele acredita que possivelmente podem não chegar à marca de 100% das instituições, contudo, devido às condições de alguns dos lugares mais remotos.

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Segundo dados já levantados pela ONG com base no Censo Escolas 2020, 25% das escolas no Brasil não têm conexão. E das 75% conectadas, apenas 14% teriam velocidade adequada.

Anatel

Diferentemente do que constava nesta reportagem na data original da publicação, a Anatel não tem participação neste levantamento. O que de fato acontece é que a agência está, por si, realizando, separadamente, um mapeamento dos estabelecimentos de ensino como parte da parceria com o BID no projeto chamado "Crowdsourcing for Brazil's Digital Connectivity". Esse estudo, anunciado em maio, terá um relatório detalhado com as instituições, incluindo classificação de qualidade de rede e custos para a conectividade. 

Em participação durante coletiva online de lançamento, o presidente da agência, Leonardo Euler, citou que iniciativas anteriores para promover o mesmo objetivo de conectar escolas, como o Programa de Banda Larga nas Escolas (PBLE) e metas do edital da faixa de 2,5 GHz e de 450 MHz, "foram bem intencionadas, mas com limitações". O resultado é que há lugares onde a conexão chega insuficiente, ou tem limitações de rede interna ou distribuição. 

"Temos tido interação com interlocutores, com o projeto de Escolas Conectadas e a Fundação Lemann, e já mapeamos 220 mil escolas, superior aos dados do IDEB", afirmou. Esse mapeamento, no entanto, seria um levantamento preliminar com base na quantidade de escolas de todo o País, e não apenas da rede pública de ensino. "É possível conciliar retorno e propósito, não é um trade-off [troca]", concluiu Euler.

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