Com debêntures e sênior notes, caixa da Oi cresce R$ 2,3 bilhões em julho

O relatório mensal de atividades das empresas do grupo Oi em recuperação judicial apontou um aumento de R$ 2,346 bilhões no caixa da companhia em julho (para R$ 3,613 bilhões), refletindo a captação de debêntures e de sênior notes no mercado internacional.

As operações somaram R$ 2 bilhões e R$ 4,4 bilhões (US$ 880 milhões) em recursos, respectivamente. Com amortização de R$ 3,9 bilhões para pagamento de compromissos (incluindo o pré-pagamento de debêntures emitidas em 2019), R$ 2,506 bilhões oriundos das duas operações financeiras entraram no caixa da Oi.

A cifra compensou a geração de caixa operacional líquida negativa de R$ 168 milhões registrada pela operadora em julho. Este foi o resultado das receitas da empresa menos os pagamentos e investimentos realizados durante o primeiro mês do terceiro trimestre.

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No caso dos recebimentos, R$ 2,254 bilhões foram registrados, em montante R$ 150 milhões menor frente junho. Apesar da queda, a receita de clientes da Oi cresceu R$ 31 milhões, para R$ 1,410 bilhão, enquanto fatores como uso de serviços de rede, parceiros de revenda e recebimentos "intercompany" de interconexão puxaram a conta para baixo.

As recuperandas também reportaram pagamentos estáveis em R$ 2,184 bilhão (alta de R$ 1 milhão). As maiores linhas de custos em julho foram fornecedores de materiais e serviços (R$ 1,7 bilhão), tributos (R$ 354 milhões) e pessoal (R$ 119 milhões).

Já os investimentos ficaram em R$ 239 milhões durante o sétimo mês de 2021, em redução de 50% frente junho: a Oi Móvel S.A. aportou R$ 51 milhões e a Oi, S.A., R$ 188 milhões, principalmente em fibra óptica.

Entenda as captações

Concluída em julho, a subscrição e integralização das sênior notes no valor de US$ 880 milhões (R$ 4,4 bilhões) ocorreu sob juros remuneratórios semestrais de 8,750% ao ano e vencimento em 2026.

As note units no mercado internacional possibilitaram o pagamento integral da 1ª emissão de debêntures da Oi Móvel, avaliada em R$ 2,5 bilhões e que venceriam em janeiro de 2022. Já a 2ª emissão de debêntures da subsidiária foi anunciada em junho, envolvendo R$ 2 bilhões que ajudaram a engrossar as operações financeiras e o caixa de julho da companhia.

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