AT&T e Verizon concordam em restringir 5G perto de aeroportos nos EUA

Foto: Pixabay

A um dia do início das operações do 5G na banda C nos Estados Unidos, as operadoras AT&T e Verizon decidiram limitar suas redes para não haver riscos de interferência nos sensores de altitude de aviões, importantes especialmente em pousos com baixas condições de visibilidade. As empresas anunciaram nesta terça-feira, 18, que "voluntariamente" decidiram restringir a tecnologia no entorno de aeroportos ao iniciar as operações nesta quarta-feira, 19.

O presidente norte-americano, Joe Biden, destacou em comunicado o acordo com as operadoras para atrasar a implantação do 5G em torno de aeroportos mais importantes, enquanto trabalham com o Departamento de Transporte para que a tecnologia possa ser lançada de forma segura em outros terminais. "Este acordo vai evitar potenciais interrupções devastadoras para viagens de passageiros, operações de carga e para nossa recuperação econômica, enquanto permite que mais de 90% das torres de rede móvel ocorram conforme o cronograma", afirmou.

Biden afirma que o time "dele" está trabalhando continuamente com as operadoras, companhias aéreas e fabricantes de equipamentos de aviação para encontrar um caminho de coexistência dos sistemas.

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O maior lançamento será da Verizon, que estima que a sua rede – chamada comercialmente de 5G Ultra Wideband – terá uma cobertura de 90 milhões de norte-americanos. A companhia comunicou nesta terça-feira a decisão do acordo com a agência de aviação do país (FAA, na sigla em inglês), mas contundentemente alegando não ser ela a responsável pelo problema.

"A FAA e nossas companhias aéreas não conseguiram resolver totalmente a navegação com o 5G nos aeroportos, apesar de [a tecnologia] estar segura e totalmente operacional em mais de 40 outros países", declarou a Verizon no comunicado, agradecendo ainda ao "melhor time na indústria" por essa convivência sadia da tecnologia em outros lugares. 

A AT&T usou o mesmo argumento em posicionamento enviado à mídia norte-americana, destacando estar "frustrada pela inabilidade da FAA de fazer o que quase 40 países já fizeram". Embora no Brasil o 5G em 3,5 GHz ainda não esteja disponível comercialmente, é improvável que o serviço cause interferência na banda C em aeroportos. Ainda assim, Anatel e Embraer estão avaliando a questão, mas as faixas de frequência no Brasil são suficientemente diferente das utilizadas nos EUA para evitar maiores problemas.

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