Samsung propõe rede de 4,6 mil satélites para fornecer Internet

Samsung, LEO

A Samsung tem uma proposta semelhante à do Facebook e à da O3b de fornecer acesso em banda larga global com uma vasta rede satelital. Segundo documento enviado ao site de arquivo eletrônico de estudos científicos arXiv.org da Universidade de Cornell, dos Estados Unidos, a fornecedora sul-coreana acredita ser possível prover uma capacidade de 1 Zetabyte por mês, o que equivaleria a 200 GB mensais para 5 bilhões de usuários em potencial, a partir de uma rede com, no mínimo, 4,6 mil satélites de baixa órbita (LEO).

A proposta, intitulada "Mobile Internet from the Heavens", conclui que o sinal poderia fornecer acesso com latência comparável a sistemas terrenos. Nos cálculos da Samsung, a estratégia utilizada seria a de aproveitar ondas milimétricas no espectro entre 10 GHz e 275 GHz, com potencial disponibilidade de mais de 100 GHz de banda, incluindo 57,75 GHz para uplink, 56,2 GHz para downlink e 38,75 GHz para comunicação intersatélites.

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O documento ainda estabelece que, com a provável utilização de espectro milimétrico na próxima geração de dispositivos Wi-Fi e no 5G, a empresa poderia também "desenvolver uma tecnologia única para acesso via satélite, celular e Wi-Fi, assim como comunicações backhaul, para tomar vantagem da escala e, desta forma, reduzir custos".

A proposta é de usar microssatélites LEO de baixo custo, já que são fáceis de lançar e de manobrar na órbita. De qualquer forma, o estudo não estabelece um orçamento, data ou real possibilidade de implantação. Além disso, a Samsung tem no momento outras prioridades, como recuperar o fôlego com as vendas de smartphones. Mas fica a dica.

1 COMENTÁRIO

  1. A frase "A proposta é de usar microssatélites LEO de baixo custo, já que são fáceis de lançar e de manobrar na órbita" mostra que não foi citada uma séria limitação dos satélites de baixa órbita: sua pequena vida útil, principalmente em consequência do elevado consumo de combustível para mantê-lo em órbita. Isso eleva substancialmente os custos de operação da rede e, consequentemente, o preço do serviço para os clientes.

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