Suposto bloqueio gera perda de R$ 25 milhões para a BrT

Desde o começo do ano a BrT tem notado uma diminuição no volume de tráfego entrante na sua rede móvel. A operadora suspeita que suas concorrentes de alguma maneira estejam bloqueando parte das chamadas para a rede da BrT. Isso porque a operadora tem um produto para os clientes pré-pagos, o Pula-pula, que reverte as ligações recebidas em créditos para a realização de chamadas. Paulo Narcélio, vice-presidente de finanças e relações com investidores, revela que no terceiro trimestre do ano a perda foi estimada em R$ 25 milhões. A pedido da Brasil Telecom a Anatel abriu Pados (Procedimento de Apuração de Descumprimento de Obrigações) em todas as operadoras para investigar se está havendo prática anticompetitiva por parte das concorrentes.
A BrT criou o produto se valendo do já conhecido descompasso, em torno de 13 para 1, entre o valor da VU-M (valor de uso da rede móvel) e o valor da TU-RL (taxa de uso da rede local). Em termos gerais, uma operadora móvel cobra muito mais caro para terminar uma chamada na sua rede do cobra que uma operadora fixa. O produto da BrT estimula seus clientes a receberem ligações, o que permite a operadora transformar parte dessa VU-M em créditos para os usuários.
Aliado aos efeitos deste suposto bloqueio, o forte aumento da base pré-paga levou a uma queda de 17,5% no Arpu da companhia na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. O Arpu blended (pós e pré) foi de R$ 28,80 no terceiro trimestre. O número de cliente pré-pagos aumentou 37,4% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, chegando a 3,16 milhões. Já o número de clientes pós-pagos cresceu apenas 4,4% na mesma comparação, chegando a 856,8 milhões.

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Paulo Narcélio afirma que a tendência para o futuro é a manutenção do Arpu em patamares mais baixos. Como forma de se diferenciar dos concorrentes e se preservar da competição no pós-pago, a BrT vai concentrar os esforços no segmento pré-pago, que apesar de apresentar Arpu menor exige das empresas menos gastos com aquisição de clientes. O SAC (custo de aquisição de cliente) da BrT caiu 14,1%; de R$ 85,1 no terceiro trimestre do ano passado para R$ 73,1 no mesmo período deste ano. "Nossa opção é pela rentabilidade. Olhar só o Arpu não funciona, tem que olhar também o custo de aquisição que está caindo", afirma Narcélio.

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