Banco do Brasil lança pagamento pelo celular

O Banco do Brasil (BB) lança na próxima segunda-feira, 21, um projeto piloto para pagamento pelo celular, em que o correntista informa apenas o número do seu telefone e recebe uma mensagem para autorizar o débito de sua compra. Desta forma, a compra pode acontecer sem a presença do cliente, ideal para serviços de entregas. Inicialmente, o serviço estará disponível em cerca de 4 mil estabelecimentos nas cidades de Brasília, São Paulo, Osasco e Barueri.
De acordo com Milton Moraes Júnior, gerente responsável pelo projeto, até setembro o BB pretende levar esse tipo de pagamento para todas as capitais. O anúncio foi feito durante o 6º Tela Viva Móvel, que aconteceu dias 15 e 16 de maio, em São Paulo.

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O executivo explica que há três maneiras de o lojista fazer a transação. A primeira é através de terminais pontos de venda (POS) adaptados ? que já estão sendo produzidos pela Visanet. A segunda é pela Visanet On line, que nada mais é que a página da bandeira na internet. Por último, caso o lojista não disponha de nenhuma das possibilidades anteriores, ele pode usar o seu próprio celular. O Banco do Brasil tem acordo com todas as operadoras móveis.
Uma vez informado o número do telefone, o lojista (por um desses três canais) lança a transação no sistema da Visanet. Depois disso, o cliente recebe uma mensagem SMS informando que há uma transação pendente. A confirmação por senha (a mesma usada para o cartão) acontece pela plataforma WAP 2 inicialmente, mas será rapidamente expandida para outras plataformas. ?Reconhecemos que a confirmação pelo WAP 2 limita a base de clientes em potencial, mas em um segundo momento a confirmação poderá acontecer por SIM browser ou SMS?, diz Moraes Junior.
Além desse serviço de pagamento, o Banco do Brasil já permite que algumas transações e consultas também sejam feitas pelo celular. Existem 440 mil usuários cadastrados que fazem mais de 2 milhões de transações bancárias por mês. Das transações de m-banking do Banco do Brasil, 35,26% são consultas de saldos, 34,79% são para emissão de extratos bancários, 23,45% são para recarda de pré-pagos, 3,67% são para transferências entre contas, 2,27% para pagamento de contas, 0,16% para acesso à poupança e 0,13% para transferência para outros bancos.

Cooperação

Na opinião de Leonardo Caetano, diretor de m-payment da Oi, não vai haver uma guerra de modelo de negócios, mas sim uma guerra de necessidade. ?O mercado quer pagar menos, quer liberdade e segurança. Quem gosta de tecnologia somos nós, para o cliente a tecnologia não importa?.
O modelo adotado pela Oi em parceria com a Paggo elimina da cadeia as operadoras de cartão de crédito, porque não usa o POS, mas sim um celular com o chip especial. Na prática, é como se a Oi estivesse emitindo o seu próprio cartão de crédito, sendo a Paggo a responsável pela administração, processamento e cobrança das operações. ?Os lojistas não estão satisfeitos com o aluguel que pagam no POS. As empresas de telecom e os bancos ficam brigando para ver de quem é o cliente. O cliente é de quem conquistá-lo?, diz ele.
Para o executivo, o POS, ?como conceito?, é coisa do passado. No entanto, ainda não dá para dizer quando esse futuro do pagamento por celular sem o POS chegará. Uma coisa é certa: os lojistas não terão cinco ou seis celulares para cada operadora. Por isso, na visão de Caetano, as operadoras móveis terão que encontrar um modelo de cooperação, em que todos os celulares aceitem o pagamento das concorrentes. ?As teles não podem brigar pela rede de captura. O cartão de crédito deu certo porque houve cooperação entre as empresas?, afirma.
O tema mobile banking é assunto de capa da edição de maio da revista TELETIME.

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