Faixa de 450 MHz atenderá a aplicações urbanas de telemetria, diz Huawei

A faixa de 450 MHz adquirida pelas operadoras nacionais junto com licenças em 2,6 GHz no leilão de 4G costuma ser associada a serviços rurais, em razão do seu longo raio de alcance. Contudo, a Huawei, uma das empresas que mais incentiva a adoção dessa faixa, aposta que ela será utilizada também nas grandes cidades. Sua penetração maior em ambientes fechados poderia ser útil para aplicações de telemetria nas grandes metrópoles, prevê o CTO da Huawei na América Latina, José Augusto de Oliveira Neto. Redes elétricas inteligentes (smart grids), por exemplo, podem tirar proveito disso, cita.

No Brasil, os vencedores do leilão de 2,6 GHz receberam licenças de 7 MHz + 7 MHz na faixa de 450 MHz. Há apenas uma operadora por região com licença nessa frequência. A falta de competidores pode ser um diferencial na oferta de serviços de comunicação entre máquinas (M2M) nas grandes cidades, prevê Oliveira Neto.

As especificações para uso de LTE na faixa de 450 MHz ainda está em definição pelo 3GPP, órgão de padronização internacional de tecnologias móveis. O trabalho deve ser concluído no segundo semestre. Além do Brasil, outros países planejam adotar essa faixa, como China, Rússia, Bielorrússia e Noruega. A British Telecom, na Inglaterra, também avalia a possibilidade, exatamente para M2M.

O executivo participou nesta terça-feira, 16, do seminário LTE Latin America 2013, no Rio de Janeiro.

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