Brasil está aquém de outros países em termos de banda larga, diz secretário

As tecnologias da informação e comunicação (TICs) e a convergência digital são formas de desenvolvimento para o país. A afirmação é do secretário de Política de Informática (Sepin), Augusto Cesar Gadelha, durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Segundo ele, o mercado de TICs movimenta anualmente cerca de US$ 3 trilhões em todo o mundo, enquanto que o Brasil responde por uma fatia de US$ 80 bilhões anuais, ocupando a quinta posição no ranking dos países que mais gastam com tecnologias da informação e comunicação.
De acordo com o secretário, apesar de atuar na mudança de comportamento da sociedade, as TICs acontecem de forma tímida. "O impacto das tecnologias na vida das pessoas depende muito da infraestrutura. A questão da conectividade ainda é um embaraço que o Brasil precisa resolver. Em países desenvolvidos, por exemplo, existem conexões de banda larga em alta velocidade com informações instantâneas. A gente ainda está aquém disso. Precisamos de uma informatização global e também de marcos regulatórios", ressaltou.

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Gadelha também chamou atenção para a necessidade de aprovação de uma legislação específica, que determine o funcionamento da rede, estimule investimentos em infraestrutura e favoreça o acesso. "Se queremos que o Brasil participe do crescimento da internet junto com os demais países precisamos promover a acessibilidade aos indivíduos. Nesse sentido, é preciso que a sociedade também seja capacitada e incentivada a utilizar esse meio", enfatizou.
O secretário falou também da gestão do Plano de Desenvolvimento da Produção (PDP) e das propostas da Sepin para a desoneração tributária como incentivo às empresas produtoras de software. Ele citou os incentivos nas áreas de semicondutores e software como linhas de financiamentos e bolsas de estudos para a formação de projetistas em circuitos integrados.
"Para a consolidação do setor de microeletrônica construímos uma fábrica no sul do país, o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec). Além disso, está em aprovação uma lei que desonera os fabricantes de software do país", explicou Gadelha. Ele enfatizou que o Ceitec é uma empresa especializada no desenvolvimento e produção de circuitos integrados de aplicação específica (Asic) e está entre suas principais metas inserir o Brasil no mercado global como produtor de semicondutores por meio da implantação de empresas competitivas em microeletrônica, atuando como líder e estimulador na formação e capacitação de mão-de-obra especializada e na modernização de outros setores industriais na América Latina. "O Ceitec é a primeira do Hemisfério Sul a atuar nesse segmento. Já temos um modelo de negócio para a atuação da fábrica e temos certeza que será um sucesso", finalizou.

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