Telebras testa banda larga com balão troposférico

Os ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia) e o presidente da Telebras, Caio Bonilha, acompanharam nesta quinta-feira, 14, em Cachoeira Paulista (SP), distante 220 km da capital São Paulo, o lançamento de um balão troposférico equipado com aparelhos de telecomunicações para levar sinal de Internet banda larga a comunidades isoladas, onde não chega a rede de fibra ótica.

No teste foi realizada uma conexão de vídeo da unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista, com dois usuários – um na sede da igreja Canção Nova, a 8 km de distância, e outro próximo à rodovia, em uma distância aproximada de 30 km.

Trata-se do projeto Conectar, desenvolvido pela Telebras, INPE, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e Ministério das Comunicações, e que visa agregar tecnologia espacial de fronteira a um sistema de telecomunicação embarcado em um balão troposférico, permitindo a oferta de banda larga a localidades carentes de infraestrutura. O objetivo é levar o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) a municípios isolados.

O balão foi içado a 240 metros de altitude e está sendo usado para avaliar a qualidade da cobertura de sinais Wi-Fi. Seu raio de cobertura (radiohorizonte) é de aproximadamente 70 km. Para o ministro Paulo Bernardo, esse sistema será fundamental para levar Internet banda larga de alta qualidade a comunidades distantes e de difícil acesso. "Será fundamental para cidades isoladas da região Amazônica, que ainda não são atendidas pelas operadoras", ressaltou.

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, considerou o teste um passo importante para o aprimoramento do projeto. "Vamos aperfeiçoar o sistema, desenvolvendo equipamentos mais potentes para chegar com melhor qualidade de banda aos usuários. Como primeiro teste, está excelente e superou as expectativas", disse ele.

O ministro Marco Antonio Raupp, por sua vez, disse que os engenheiros do INPE, da Telebras e do CPqD irão agora avaliar o que precisa ser melhorado e definir as configurações necessárias dos equipamentos para se habilitar financiamentos junto a instituições como a Finep – Financiadora de Estudos e Pesquisas. "Essa parceria com instituições de ponta é fundamental para o desenvolvimento de tecnologias avançadas e que resultem em benefício de comunidades mais isoladas", destacou.

A próxima etapa do Projeto Conectar será o desenvolvimento de protótipos industriais para serem levados a todas as regiões carentes do País, incluindo a região Amazônica.

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