Declarações da TelComp irritam cúpula da Telefônica

Fonte de primeiro escalão da Telefônica se diz aborrecida com a apresentação negativa das empresas de telefonia fixa na imprensa. Não se trata dos casos Opportunity ou mesmo das denúncias contra a Telemar em reportagem recente da Folha de S. Paulo sobre práticas desleais e aparentemente ilegais na concorrência com a Vésper.
O que irritou a cúpula da Telefônica foram as declarações feitas na terça-feira pelo presidente da TelComp, Luiz Cuza, sobre o que qualifica de "monopólio privado" das operadoras fixas.
O dirigente da Telefônica afirma que se a teledensidade da telefonia fixa está estagnada no País, como aponta Cuza, é porque não há mais para quem vender sem aumentar a inadimplência. "Por que", indaga ele, "as associadas da TelComp não vão vender nas classes C/D/E?" E sustenta que a teledensidade na área atendida pela Telefônica se aproxima dos índices de países como Espanha e Portugal, ficando muito acima da taxa de penetração do México, onde a operadora dominante é a Telmex.
O dirigente da Telefônica sustenta que na telefonia fixa residencial só agora a tecnologia permitirá alguma concorrência não apenas no Brasil, como também no resto do mundo. Segundo ele, o triple play abrirá essa possibilidade de competição entre empresas de telefonia e operadoras de TV a cabo.
Sobre a possibilidade de a Telefônica adquirir empresas-espelho como Intelig ou GVT (conforme especulações divulgadas por órgãos da grande imprensa), para entrar nos mercados da Telemar e Brasil Telecom, sem falar da Embratel, o executivo da operadora espanhola diz que "quem vende tem que ter preço adequado à realidade do mercado." Segundo ele, não dá mais para querer recuperar o investimento feito na euforia do passado, porque inviabilizaria o negócio do comprador da espelho.

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