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V.tal tem receita de R$ 4,9 bilhões em 2022, mas fecha ano com prejuízo

Foto: Petr Kratochvil/montagem

A operadora de infraestrutura V.tal reportou resultados financeiros de 2022 na última segunda-feira, 11. A empresa somou receita líquida de R$ 4,960 bilhões no ano passado, com prejuízo líquido de R$ 443 milhões. Uma marca de 70 operadoras clientes e interesse em aquisições também foram sinalizados.

Em termos de faturamento, as cifras da V.tal em 2022 representaram alta de 65%. Já o prejuízo teria caído R$ 276 milhões ante 2021, quando perdas de R$ 719 milhões foram registradas pela unidade da Oi que hoje forma a companhia. A empresa nota que os números não são perfeitamente comparáveis, visto “processo significativo de contribuições de ativos, transferência de contratos e assunção de obrigações” realizado ao longo do ano passado.

Foi apenas em junho de 2022 que a atual controladora da operadora – o BTG Pactual assumiu oficialmente o ativo, após compra do controle da unidade de fibra óptica da Oi (antes chamada de InfraCo). Os dados financeiros apresentados nesta semana, contudo, refletem a performance da unidade no ano passado inteiro, nota a V.tal.

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Ao fim de 2022, a empresa de infraestrutura somava patrimônio líquido de R$ 24,5 bilhões. O caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras representavam R$ 7 bilhões, enquanto empréstimos e financiamentos significavam R$ 5,7 bilhões até dezembro do ano passado.

Já o caixa líquido da V.tal ficou em pouco mais de R$ 1 bilhão ao fim do exercício, quando consideradas também dívidas com partes relacionadas. Uma versão anterior dessa matéria apontava dívida líquida de R$ 1 bilhão para a empresa ao fim de 2022 e foi corrigida.

Outro ponto abordado nos números foram os custos de bens e/ou serviços vendidos pela operadora – e que representaram R$ 4,4 bilhões em 2022. Em 2021, a linha apontava R$ 3,3 bilhões, indicando alta de 33% no ano passado.

Rede neutra

“A administração da companhia entende que a posição patrimonial, resultados das operações e fluxos de caixa da companhia poderiam ter sido diferentes daqueles apresentados em suas demonstrações financeiras históricas, caso a companhia viesse operando em um modelo de rede neutra desde 2019, por exemplo”, argumentou a V.tal, nas demonstrações.

Na ocasião, a empresa reportou 70 contratos com operadoras de escala nacional ou regional. Dona de plataforma que reúne oferta de fibra óptica white label (com ênfase em FTTH), data center e redes de atacado, a V.tal também estaria de olho em “aquisições selecionadas”, sobretudo após aumento de capital de R$ 2,5 bilhões proveniente do Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB).

A empresa de redes somava mais de 456 mil km de fibra e aproximadamente de 20 milhões de casas passadas (HPs) com cobertura do serviço. “Aproveitando a maior infraestrutura de fibra pura do Brasil, conectividade internacional e recursos de data center, a V.tal está em uma posição diferenciada para se tornar uma plataforma única para necessidades futuras de conectividade e infraestrutura da economia digital (5G, data center, IoT e outros)”, declarou a operadora.

Oi

No documento, a V.tal também comentou as recentes movimentações da Oi, acionista da operadora, sua principal cliente e atualmente na sua segunda recuperação judicial. Em 31 de dezembro de 2022, a receita bruta com a Oi representava 80% dos serviços prestados pela empresa de redes neutras.

“Os fatos e circunstâncias conhecidos até a data de emissão dessas demonstrações financeiras não indicam a existência de impactos significativos que possam vir a afetar as operações da companhia, em decorrência do pedido de recuperação judicial da Oi”, apontou a V.tal.

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